Geral
PGR se manifesta contra suspensão da Lei da Dosimetria
Parecer enviado ao STF defende que a norma não é inconstitucional apenas por permitir redução de penas de condenados pelo 8 de janeiro
A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou nesta quinta-feira (18) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer contrário à suspensão da Lei da Dosimetria, norma que permite a redução das penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em maio, a Federação PSOL-Rede, a federação formada por PT, PCdoB e PV e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) acionaram o Supremo para questionar a validade da lei, que foi promulgada pelo Congresso após os parlamentares derrubarem o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto.
Na sequência, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, suspendeu a aplicação da lei até decisão final da Suprema Corte.
No entendimento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, a norma não pode ser considerada inconstitucional apenas por possibilitar a diminuição das penas dos condenados pelo 8 de janeiro.
“A Lei nº 15.402/2026, ainda, não individualiza beneficiários, não menciona pessoas determinadas, não se limita formalmente aos fatos de 08.01.2023, nem condiciona sua incidência à existência de condenações específicas proferidas pelo Supremo Tribunal Federal”, afirmou Gonet.
No mês passado, a Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu a inconstitucionalidade da lei. Para o órgão, atentados contra a democracia devem receber resposta firme diante da gravidade das condutas.
A data do julgamento ainda não foi marcada.
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