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Brasil teve alta menor dos combustíveis que outros países, aponta Ineep
Levantamento mostra que gasolina e diesel subiram abaixo da média internacional após a escalada do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel
Os preços da gasolina e do diesel subiram menos no Brasil do que a média internacional após a escalada do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. O levantamento comparativo foi elaborado pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), centro de estudos vinculado à Federação Única dos Petroleiros (FUP), filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Entre 23 de fevereiro e 8 de junho, a alta média mundial foi de 17,5% para a gasolina e de 23,3% para o diesel. No Brasil, os aumentos foram de 4,9% e 13,6%, respectivamente.
No período, a pressão por reajustes nos combustíveis no Brasil foi significativamente inferior à constatada em países como Estados Unidos e Argentina.
Nos Estados Unidos, principal economia mundial e maior consumidora de derivados de petróleo, a gasolina subiu 36,1%, enquanto o diesel teve alta de 36,8%. Na Argentina, maior parceiro econômico do Brasil na América do Sul, os aumentos foram de 21,1% e 23,7%, respectivamente.
De acordo com o Ineep, a política de preços e subsídios do governo federal favoreceu a estabilização dos combustíveis no Brasil.
“As medidas emergenciais adotadas para conter os efeitos do choque do petróleo sobre os preços dos combustíveis foram muito importantes”, avalia nota à imprensa divulgada nesta quinta-feira (18), na nova edição do Boletim de Preços dos Combustíveis, publicado pelo instituto.
Vulnerabilidades do setor
O Ineep considera, no entanto, que as medidas são “insuficientes para enfrentar vulnerabilidades estruturais do setor”.
Para o centro de estudos, “a redução da exposição do mercado doméstico à volatilidade internacional depende de uma estratégia de longo prazo baseada no fortalecimento da Petrobras, na expansão da capacidade de refino e na recomposição de sua presença nos elos estratégicos da cadeia de abastecimento, especialmente na distribuição”.
O intervalo analisado pelo Ineep inclui o início das operações aéreas contra o Irã e a morte de Ali Khamenei, líder religioso supremo do país. O período também abrange os meses de paralisação da rota marítima no Estreito de Ormuz e o início das negociações diplomáticas entre Irã e Estados Unidos para o término do conflito.
No mesmo período, o Ineep verificou que o álcool, ou etanol hidratado, apresentou queda expressiva de 7,3%, reflexo do início da safra 2026/2027 e do aumento da oferta, em intensidade ainda maior do que a observada em anos anteriores.
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