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Junho Violeta alerta para o ceratocone, que pode comprometer a visão de forma progressiva

Campanha reforça a importância do diagnóstico precoce e da prevenção de uma da doença que pode necessitar de transplante de córnea

Assessoria 18/06/2026
Junho Violeta alerta para o ceratocone, que pode comprometer a visão de forma progressiva

Mudanças frequentes no grau dos óculos, visão embaçada e sensibilidade à luz podem ser sinais de uma condição ocular que afeta principalmente adolescentes e adultos jovens. Durante o Junho Violeta, campanha de conscientização sobre o ceratocone, especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce e da adoção de hábitos que ajudam a prevenir a progressão da doença.

O ceratocone é uma alteração progressiva da córnea, estrutura transparente localizada na parte frontal do olho e responsável por direcionar a luz para a retina. Com o desenvolvimento da doença, a córnea sofre um afinamento gradual e passa a adquirir um formato semelhante ao de um cone, provocando distorções visuais e comprometendo a qualidade da visão. Estima-se que cerca de 150 mil brasileiros sejam afetados pela condição a cada ano, segundo estimativas do Ministério da Saúde e do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

Segundo o oftalmologista e diretor do Hospital de Olhos Leiria de Andrade, Dr. Germano de Andrade (CRM-CE 4766 | RQE 2999), o ceratocone costuma surgir durante a adolescência e pode evoluir de forma silenciosa nos estágios iniciais.

“Em muitos casos, os primeiros sinais são confundidos com alterações comuns de grau. O paciente passa a trocar os óculos com frequência, desenvolve aumento progressivo da miopia ou do astigmatismo e nem sempre percebe que está passando por uma alteração estrutural na córnea. Por isso, a avaliação oftalmológica é fundamental para identificar a doença precocemente”, explica.

Além da predisposição genética, fatores comportamentais também estão associados ao desenvolvimento e à progressão do ceratocone. Entre eles, o hábito frequente de coçar ou esfregar os olhos, especialmente em pessoas que apresentam alergias oculares, rinite ou outras condições que causam coceira.

“O ato repetitivo de coçar os olhos pode contribuir para o enfraquecimento da córnea e acelerar a evolução da doença. Por isso, é importante investigar e tratar as causas da coceira ocular, além de orientar o paciente a evitar esse hábito”, destaca o especialista.

Sintomas e tratamento

Entre os sintomas mais comuns estão visão embaçada, dificuldade para enxergar à noite, sensibilidade à luz, distorção das imagens e aumento frequente do grau dos óculos. Como os sinais podem surgir de forma gradual, muitas pessoas convivem com a condição sem diagnóstico.

“O diagnóstico é realizado por meio da consulta oftalmológica associada a exames específicos que avaliam a curvatura e a espessura da córnea. Atualmente, dispomos de tecnologias capazes de identificar alterações muito precoces, o que permite acompanhar a evolução da doença e definir a melhor conduta para cada paciente”, afirma o Dr. Germano.

O tratamento varia de acordo com o estágio do ceratocone e pode incluir o uso de óculos, lentes de contato especiais e procedimentos destinados a estabilizar a progressão da doença. Em casos mais avançados, pode haver necessidade de transplante de córnea.

“Embora não exista cura para o ceratocone, o diagnóstico precoce permite controlar sua evolução e preservar a qualidade visual do paciente. A conscientização promovida pelo Junho Violeta contribui para que mais pessoas reconheçam os sinais da doença e procurem acompanhamento especializado no momento adequado”, conclui.