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Gilmar Mendes propõe súmula para conter pautas-bomba no Congresso

Texto busca consolidar entendimento do STF de que benefícios fiscais sem compensação financeira são inconstitucionais

Agência Brasil 18/06/2026
Gilmar Mendes propõe súmula para conter pautas-bomba no Congresso
Gilmar Mendes propôs súmula sobre impacto fiscal de leis aprovadas pelo Congresso

O ministro Gilmar Mendes encaminhou nesta quarta-feira (17) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, uma proposta de súmula para fixar o entendimento da Corte sobre a aprovação de chamadas pautas-bomba pelo Congresso Nacional.

A proposta se baseia em julgamentos anteriores sobre o tema e pretende consolidar a tese de que leis que concedem benefícios fiscais sem compensação financeira são inconstitucionais .

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A medida foi apresentada após o ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reunir com os dois ministros para demonstrar preocupação com a previsão, pelo Congresso, de questões de grande impacto fiscal.

A súmula é uma tese jurídica que deve orientar julgamentos de ações em todo o país relacionadas ao aumento de gastos públicos. O entendimento também deverá ser considerado em atos normativos dos Três Poderes, nas esferas federal, estadual e municipal.

"O art. 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias aplica-se à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios, sendo inconstitucional a lei ou ato normativo que cria ou altera a despesa obrigatória, concede benefício fiscal ou implique renúncia de receita sem previsão prévia de impacto orçamentário e financeiro, bem como sem a indicação das respectivas medidas compensatórias, nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal", diz o texto da súmula.

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Caberá a Fachin marcar o julgamento da tese, que precisará ser comprovado pelos demais ministros da Corte e ainda poderá sofrer alterações.

Na semana passada, o Senado aprovou uma pauta considerada de alto impacto fiscal, com potencial de pressão nas contas do governo federal.

Os senadores autorizaram a renegociação de dívidas de produtores rurais afetadas por eventos climáticos e geopolíticos, como a guerra no Irã.

O impacto da aprovação pode chegar a R$ 140 bilhões em dez anos.