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Argentina emite alerta após desaparecimento de cápsula com césio-137
Material radioativo era usado na calibração de equipamentos de medicina nuclear em Rosário; autoridade regulatória afirma que risco é baixo se blindagem permanecer intacta
Autoridades argentinas investigam, nesta quinta-feira (18), o desaparecimento de uma cápsula com césio-137 de um instituto médico em Rosário, na província de Santa Fé.
O material radioativo era utilizado na calibração de equipamentos de medicina nuclear e estava armazenado em um recipiente blindado de chumbo. “Se encontrar, não toque nem manipule”, alertou o órgão responsável. A investigação apura uma possível falha de segurança ou retirada não autorizada do material.
O desaparecimento foi comunicado à Autoridade Regulatória Nuclear (ARN) na terça-feira (16/6). Segundo o órgão, o risco é considerado baixo enquanto a proteção permanecer intacta.
Material radioativo que emite partículas e raios gama altamente penetrantes, o césio-137 pode danificar o DNA das células em caso de contato com o corpo humano, provocando mutações graves, destruição de tecidos e câncer. Os sintomas iniciais incluem náuseas intensas, vômitos e queimaduras profundas na pele, que evoluem de dentro para fora.
No Brasil, o vazamento desse produto causou a tragédia de Goiânia, em 1987. O material é seguro quando confinado e utilizado de forma estritamente controlada em equipamentos de radioterapia para tratamento de câncer ou em medidores industriais.
Além de raro, o césio-137 é caro: pequenas ampolas com menos de 75 kBq, o equivalente a cerca de dois microcuries, custam aproximadamente US$ 1 mil, cerca de R$ 5,3 mil, cada. Os isótopos de césio-137 têm meia-vida de até 30 anos, seis vezes superior à do cobalto-60, outro isótopo utilizado em radiografia industrial e aplicações médicas.
O césio-137 é produzido como subproduto de processos de fissão nuclear e empregado em quantidades minúsculas em equipamentos de detecção de radiação, dispositivos médicos de radioterapia, medidores industriais, medidores de fluxo, calibração de equipamentos e radiografia industrial.
O material também pode ser usado para expor alimentos, cosméticos e outros produtos de consumo a pequenas quantidades de radiação ionizante, com o objetivo de eliminar pragas ou microrganismos potencialmente nocivos.
Por Sputnik Brasil
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