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Acordo entre EUA e Irã dá alívio imediato a Teerã com retomada da venda de petróleo

Entendimento provisório prevê reabertura do Estreito de Ormuz, 60 dias de negociações sobre o programa nuclear iraniano e promessas de retirada de sanções.

Estadao Conteudo 18/06/2026
Acordo entre EUA e Irã dá alívio imediato a Teerã com retomada da venda de petróleo
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O acordo provisório firmado entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra entre os dois países prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e a retomada das negociações sobre o programa nuclear de Teerã, segundos detalhes divulgados oficialmente por ambas as partes após a assinatura.

O entendimento também garante ao Irã um benefício imediato: a possibilidade de voltar a vender petróleo livremente, além de abrir caminho para o cumprimento de promessas futuras.

Com o acordo, os dois lados retornam, em grande medida, ao cenário de três meses e meio atrás, antes de Israel e Estados Unidos iniciarem uma guerra que deixou milhares de mortos na região, provocou uma crise global de energia e abalou a economia americana.

Irã e EUA entrarão agora em um período de 60 dias de negociações. A principal questão é saber se o presidente americano, Donald Trump, conseguirá obter um acordo mais vantajoso do que o pacto nuclear de 2015, concluído por ele há oito anos.

Pelos termos acertados, o Irã poderá vender petróleo sem restrições e recuperar uma fonte bilionária de receitas. Teerã também tende a ampliar sua carteira de clientes e comercializar o produto a preços mais altos.

O país persa ainda recebeu promessas de incentivos mais lucrativos caso um novo acordo nuclear seja alcançado. Entre eles estão a eventual remoção de todas as avaliações internacionais e a criação de um fundo de US$ 300 bilhões para a sobrevivência do pós-guerra. Ainda não está claro de onde viria esse dinheiro.

O texto também prevê o descongelamento de bilhões de dólares em ativos iranianos mantidos no exterior, por meio de um procedimento que ainda será definido pelos dois lados, segundo autoridades americanas. Ao mesmo tempo, as missões do Irã e o apoio de Teerã aos aliados armados não parecem estar na pauta das próximas negociações.

Por outro lado, uma guerra no Líbano pode ameaçar o acordo e aumentar a tensão nas relações entre Israel e os Estados Unidos. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, enfrentou uma situação delicada antes das eleições nacionais previstas para este ano. Sua relação com Trump pode exigir a redução de uma campanha militar no Líbano amplamente reforçada em Israel.

Diante desse cenário, o desfecho ainda dependerá do acordo final a ser negociado. O pacto de 2015, firmado durante o governo Obama, impôs limites severos ao programa nuclear iraniano por 15 anos. A questão central agora será se os Estados Unidos conseguirão estabelecer restrições mais rígidas e por um período mais longo. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.