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China libera US$ 18,5 bilhões para renovar bens de consumo e estimular demanda interna

Recursos fazem parte de programa de substituição de produtos e atualização de equipamentos; governo promete ampliar subsídios e reforçar fiscalização

Estadao Conteudo 18/06/2026
China libera US$ 18,5 bilhões para renovar bens de consumo e estimular demanda interna
O presidente da China, Xi Jinping - Foto: Reprodução / Instagram

A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China (NDRC, na sigla em inglês) informou nesta quinta-feira (18) que já liberou duas parcelas de recursos para o programa de substituição de bens de consumo. Ao todo, foram destinados 125 bilhões de yuans, o equivalente a US$ 18,49 bilhões, como parte das medidas para estimular a demanda doméstica.

Durante coletiva de imprensa, o porta-voz da NDRC, Li Chao, afirmou que, entre janeiro e maio, os recursos aplicados no programa de troca de bens de consumo impulsionaram vendas superiores a 820 bilhões de yuans, cerca de US$ 121,3 bilhões, beneficiando mais de 110 milhões de pessoas.

Segundo Chao, as políticas conhecidas como “Duas Novas” (“Liangxin”), que combinam incentivos à renovação de equipamentos e à substituição de bens de consumo, tiveram forte impacto sobre a atividade econômica no primeiro semestre. “O efeito de impulso é forte”, declarou.

O dirigente destacou ainda que também foram liberados, em duas parcelas, 185,1 bilhões de yuans, equivalentes a US$ 27,4 bilhões, para projetos de atualização de equipamentos. A medida apoia mais de 11 mil iniciativas e investimentos totais superiores a 840 bilhões de yuans, aproximadamente US$ 124,3 bilhões.

A NDRC anunciou que pretende ampliar o alcance do programa nos próximos meses. De acordo com Chao, até o fim de junho será liberada uma terceira parcela de 62,5 bilhões de yuans, cerca de US$ 9,2 bilhões, para a renovação de bens de consumo. A lista completa dos projetos contemplados pelos 200 bilhões de yuans, ou US$ 29,6 bilhões, previstos para atualização de equipamentos neste ano também deverá ser divulgada até o fim do mês.

Segundo o porta-voz, o governo chinês continuará aperfeiçoando os mecanismos de supervisão para garantir que os subsídios cheguem aos consumidores de forma “mais justa, conveniente e padronizada”. As autoridades também prometem reforçar o combate a fraudes e irregularidades na concessão dos incentivos.