Geral
EUA revisam tropas na Europa e reduzem contribuição à OTAN, diz mídia
Washington pressiona aliados a ampliar gastos militares e reduzir a dependência das forças norte-americanas
Os Estados Unidos iniciaram uma revisão do envio de tropas à Europa e reduziram parte de suas contribuições à OTAN, em uma estratégia para pressionar aliados a cumprir metas de defesa. A medida busca diminuir a dependência europeia das forças norte-americanas, enquanto países do bloco tentam cobrir lacunas criadas por cortes imediatos.
Segundo a imprensa britânica, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, anunciou uma nova revisão do destacamento de tropas norte-americanas na Europa e ameaçou reter parte das contribuições de Washington à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A medida atingiria aliados que, segundo ele, “se aproveitam da situação” e não cumprem as metas de gastos militares.
A declaração foi feita durante reunião de ministros da Defesa na sede da aliança, em Bruxelas.
“Não se enganem, esta será uma verdadeira revisão. Ela será concebida para garantir que a OTAN avance de forma rápida e irreversível rumo à liderança da Europa, assumindo a responsabilidade primordial pela sua defesa”, afirmou Hegseth.
O secretário também criticou aliados que não apoiaram Washington durante a guerra contra o Irã, negando acesso a bases militares e autorizações de sobrevoo.
As declarações ocorrem enquanto países da aliança tentam preencher lacunas em suas forças de crise, após os EUA reduzirem, com efeito imediato, parte das capacidades disponibilizadas à OTAN. A decisão provocou preocupação às vésperas da cúpula de Ancara, marcada para os dias 7 e 8 de julho.
Ainda de acordo com a apuração, o comandante supremo da OTAN, general Alexus Grynkewich, afirmou que a redução busca encerrar uma “codependência prejudicial” em relação às forças norte-americanas, em um momento em que Washington considera a possibilidade de enfrentar conflitos simultâneos em diferentes regiões.
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, confirmou que parte das reduções norte-americanas já entrou em vigor. Ele ressaltou, porém, que, em caso de guerra real, todos os aliados — incluindo os EUA — mobilizariam o máximo possível.
Enquanto alguns países, como a Bélgica, anunciaram reforços imediatos às forças de crise, com a oferta de caças F-16 e drones MQ-9B para compensar lacunas, outros aliados alertaram que substituir determinadas capacidades levará tempo.
Por Sputnik Brasil
Mais lidas
-
1ACIDENTE AÉREO
Vídeo mostra momento em que helicóptero atinge o solo no Recreio dos Bandeirantes
-
2RIO DE JANEIRO
Apagão deixa bairros da Grande Tijuca sem luz e afeta trânsito na Zona Norte do Rio
-
3OCORRÊNCIA
Acidente envolvendo carreta deixa duas vítimas fatais no trecho da Chã dos Costas
-
4DOCUMENTAÇÃO
Detran Alagoas é o primeiro do Brasil a ofertar carros automáticos gratuitos para exames práticos
-
5PRODUÇÃO AUDIOVISUAL
Raízes de Arapiraca ultrapassa 560 documentários e reafirma legado de preservação da memória do povo arapiraquense