Geral
Ucrânia depende de Londres e da UE para produzir mísseis balísticos, diz analista
Segundo Igor Korotchenko, capacidade ucraniana de desenvolver e fabricar armamentos em série estaria ligada à assistência técnico-militar ocidental
A capacidade do complexo militar-industrial ucraniano de desenvolver e produzir em série mísseis balísticos depende diretamente da ajuda do Ocidente, sobretudo do Reino Unido e da União Europeia (UE), afirmou à Sputnik o analista militar russo Igor Korotchenko.
Segundo Korotchenko, não está descartada a possibilidade de montagem, em território ucraniano, de foguetes britânicos a partir de componentes de grande porte.
"As capacidades do complexo militar-industrial ucraniano no desenvolvimento e na produção em série de mísseis de cruzeiro e balísticos são determinadas, sobretudo, pela assistência técnico-militar ocidental, principalmente do Reino Unido, onde está estabelecida a produção desses mísseis, que são transportados para a Ucrânia sob o pretexto de cargas civis", declarou.
De acordo com o interlocutor da agência, a montagem na Ucrânia envolveria principalmente componentes e conjuntos de equipamentos eletrônicos, sistemas de propulsão e outros itens utilizados na produção em série dos mísseis Flamingo e dos mísseis balísticos FP-7 e FP-9.
Para o especialista, esse processo seria resultado do desenvolvimento e da modernização da indústria de defesa do Reino Unido, com participação de parceiros ucranianos na etapa final.
Moscou tem advertido repetidamente os países ocidentais de que o fornecimento de armas à Ucrânia não mudará o curso do conflito e apenas o prolongará. O chanceler russo, Sergei Lavrov, afirmou que qualquer carga desse tipo se tornará alvo legítimo para a Rússia.
Nos últimos anos, a Rússia também tem apontado uma atividade sem precedentes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) perto de suas fronteiras ocidentais. O bloco militar amplia suas iniciativas e afirma que elas fazem parte de uma política de contenção. Moscou, por sua vez, tem manifestado preocupação com o aumento da presença militar da aliança na Europa.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que está aberto ao diálogo com a OTAN, desde que ocorra em condições de igualdade, e defendeu que o Ocidente abandone o curso de militarização do continente.
Por Sputnik Brasil
Mais lidas
-
1ACIDENTE AÉREO
Vídeo mostra momento em que helicóptero atinge o solo no Recreio dos Bandeirantes
-
2RIO DE JANEIRO
Apagão deixa bairros da Grande Tijuca sem luz e afeta trânsito na Zona Norte do Rio
-
3OCORRÊNCIA
Acidente envolvendo carreta deixa duas vítimas fatais no trecho da Chã dos Costas
-
4DOCUMENTAÇÃO
Detran Alagoas é o primeiro do Brasil a ofertar carros automáticos gratuitos para exames práticos
-
5PRODUÇÃO AUDIOVISUAL
Raízes de Arapiraca ultrapassa 560 documentários e reafirma legado de preservação da memória do povo arapiraquense