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Ucrânia depende de Londres e da UE para produzir mísseis balísticos, diz analista

Segundo Igor Korotchenko, capacidade ucraniana de desenvolver e fabricar armamentos em série estaria ligada à assistência técnico-militar ocidental

Sputnik Brasil 18/06/2026
Ucrânia depende de Londres e da UE para produzir mísseis balísticos, diz analista
Apoio ocidental à Ucrânia é citado em análise sobre produção de mísseis - Foto: © Ludovic Marin

A capacidade do complexo militar-industrial ucraniano de desenvolver e produzir em série mísseis balísticos depende diretamente da ajuda do Ocidente, sobretudo do Reino Unido e da União Europeia (UE), afirmou à Sputnik o analista militar russo Igor Korotchenko.

Segundo Korotchenko, não está descartada a possibilidade de montagem, em território ucraniano, de foguetes britânicos a partir de componentes de grande porte.

"As capacidades do complexo militar-industrial ucraniano no desenvolvimento e na produção em série de mísseis de cruzeiro e balísticos são determinadas, sobretudo, pela assistência técnico-militar ocidental, principalmente do Reino Unido, onde está estabelecida a produção desses mísseis, que são transportados para a Ucrânia sob o pretexto de cargas civis", declarou.

De acordo com o interlocutor da agência, a montagem na Ucrânia envolveria principalmente componentes e conjuntos de equipamentos eletrônicos, sistemas de propulsão e outros itens utilizados na produção em série dos mísseis Flamingo e dos mísseis balísticos FP-7 e FP-9.

Para o especialista, esse processo seria resultado do desenvolvimento e da modernização da indústria de defesa do Reino Unido, com participação de parceiros ucranianos na etapa final.

Moscou tem advertido repetidamente os países ocidentais de que o fornecimento de armas à Ucrânia não mudará o curso do conflito e apenas o prolongará. O chanceler russo, Sergei Lavrov, afirmou que qualquer carga desse tipo se tornará alvo legítimo para a Rússia.

Nos últimos anos, a Rússia também tem apontado uma atividade sem precedentes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) perto de suas fronteiras ocidentais. O bloco militar amplia suas iniciativas e afirma que elas fazem parte de uma política de contenção. Moscou, por sua vez, tem manifestado preocupação com o aumento da presença militar da aliança na Europa.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que está aberto ao diálogo com a OTAN, desde que ocorra em condições de igualdade, e defendeu que o Ocidente abandone o curso de militarização do continente.

Por Sputnik Brasil