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A geopolítica dos “valores” e o novo Destino Manifesto

Especialistas analisam como a retórica da missão moral e do excepcionalismo reaparece nas disputas globais por tecnologia, recursos estratégicos e influência política.

Sputnik Brasil 17/06/2026
A geopolítica dos “valores” e o novo Destino Manifesto
- Foto: Reprodução

No século XIX, o Destino Manifesto foi uma crença que ganhou força nos Estados Unidos, segundo a qual os norte-americanos teriam uma missão divina de expansão territorial, levando a outras regiões e povos a civilização e o progresso — em cumprimento à vontade de Deus.

Hoje, em um cenário marcado pela disputa tecnológica, pela corrida por minerais estratégicos e pela reorganização das cadeias globais de produção, essa lógica parece ganhar novos contornos. Ao enquadrar a competição com potências rivais como uma missão moral em defesa da “ordem democrática”, Washington busca assegurar que as inovações do futuro permaneçam sob sua influência?

A narrativa de “missão providencial” ou de “excepcionalismo” também tem sido mobilizada por outros países, como Israel, para legitimar ações geopolíticas e reforçar posições estratégicas no cenário internacional.

Para comentar o tema, Melina Saad e Marcelo Castilho recebem Roberto Moll Neto, professor de História da América da Universidade Federal Fluminense (UFF), e Tatiana Poggi, doutora em História, professora de História Contemporânea da UFF e integrante do Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas sobre Marx e o Marxismo (Niep-Marx) e do Laboratório de História Econômico-Social (Polis), ambos da UFF.

O programa está disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80,5 FM.