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Presidente do Fed descarta rever meta antes de inflação voltar a 2%
Kevin Warsh afirmou que o banco central dos EUA tem capacidade e compromisso para reconduzir a inflação à meta.
O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Kevin Warsh, afirmou nesta sexta-feira, 17, que a meta de inflação de 2% nos Estados Unidos não estará entre os temas das forças-tarefas que serão criadas pela instituição.
“Não vejo motivo para rever a meta até que tenhamos atingido 2%”, declarou Warsh em coletiva de imprensa após sua estreia no comando da decisão de política monetária nos EUA.
Mais cedo, o banco central norte-americano manteve a taxa básica de juros na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, conforme comunicado. A decisão era amplamente esperada por analistas consultados pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
A decisão veio acompanhada por um gráfico de pontos que mostrou maior concentração de dirigentes projetando aumento da taxa de juros nos Estados Unidos em 2026.
Warsh destacou que a meta de inflação de 2% não é atingida no país há cinco anos e adotou tom firme ao tratar do tema. “Vamos corrigir isso”, disse. “Temos a capacidade e o compromisso de manter a inflação em 2%”, afirmou, ao citar que o grupo de trabalho sobre a estrutura de inflação analisará os fatores que impulsionam os preços.
O presidente do Fed também disse estar impressionado com a abertura demonstrada por seus colegas nos últimos dois dias.
Segundo Warsh, a política monetária parece restritiva para o mercado imobiliário, mas não para os mercados financeiros.
As bolsas de Nova York têm oscilado perto de recordes, mesmo diante de ofertas públicas iniciais, como a da SpaceX, que têm drenado recursos de investidores.
Fonte de informação
Warsh afirmou que os preços dos mercados são a fonte de informação mais importante para orientar as decisões do banco central dos Estados Unidos.
O dirigente também abordou a situação no Oriente Médio durante a coletiva. Pela primeira vez, autoridades do Fed mencionaram explicitamente o conflito como um dos fatores de pressão econômica, ao mesmo tempo em que elevaram as previsões de inflação e da trajetória dos juros americanos.
“O que acontece no Oriente Médio realmente tem impacto no nosso trabalho diário”, disse Warsh, ao afirmar que a elevada incerteza se deve, em parte, ao conflito.
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