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Infra S.A deve se tornar independente do Tesouro em até três anos, diz ministro

George Santoro afirma que estatal vinculada ao Ministério dos Transportes terá receita própria suficiente para custear suas despesas

Estadao Conteudo 17/06/2026
Infra S.A deve se tornar independente do Tesouro em até três anos, diz ministro
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O ministro dos Transportes, George Santoro , afirmou nesta quarta-feira (17) que há um compromisso para transformar a Infra SA em uma empresa pública não dependente do Tesouro Nacional nos próximos três anos.

"É um combinado que fizemos com a diretoria, com o Conselho de Administração, com a governança e membros com independentes do Conselho de Administração. A Infra vai conseguir ter receita própria suficiente para cumprir suas despesas", declarou.

A declaração foi feita durante a Bienal das Rodovias 2026 , evento promovido pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), realizado entre esta quarta e quinta-feira, em Brasília (DF).

Vinculada ao Ministério dos Transportes, a Infra SA atua na operação e expansão da malha ferroviária federal, além de desenvolver projetos de estruturação para concessões rodoviárias.

"A Infra SA está passando por um grande processo de transformação. Quando entramos no governo, havia um patrimônio líquido negativo. Tinha alguns bilhões negativos. Em uma empresa privada, isso seria falência. Este ano, a Infra virou o balanço. Pela primeira vez nos últimos anos, houve patrimônio líquido positivo", afirmou o ministro.

Segundo o Ministério dos Transportes, a Infra SA está entre as três maiores estruturadoras de projetos de infraestrutura do mundo, atrás apenas do Banco Mundial e do Banco de Desenvolvimento da Ásia.

Um decreto do governo federal publicado em 2025 distribui regras para que empresas estatais dependentes ampliem suas fontes próprias de financiamento.

A expectativa é que os estados atualmente dependentes do Tesouro Nacional alcancem autossuficiência financeira e passem a ser custeados exclusivamente com recursos de suas próprias operações, sem necessidade de repasses públicos.