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Fed elimina guidance sobre juros e reformula comunicado sob gestão de Warsh
Banco central dos EUA retirou referências a possíveis ajustes futuros e adotou texto mais enxuto ao manter a taxa entre 3,5% e 3,75%
O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) promoveu uma revisão significativa em seu comunicado de política monetária nesta quarta-feira, 17, ao retirar referências explícitas a possíveis ajustes futuros nos juros e adotar um texto mais enxuto sob a presidência de Kevin Warsh.
A principal mudança foi a exclusão completa do trecho em que o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) afirmava que avaliaria a “magnitude e o momento de ajustes adicionais” na taxa dos Fed Funds.
Também foram retiradas as referências ao monitoramento contínuo dos riscos para a economia e à disposição do banco central de ajustar a política monetária caso fosse necessário.
Com a alteração, o comunicado deixa de oferecer orientação futura sobre a trajetória da política monetária e passa a se limitar à informação de que a taxa de juros foi mantida no intervalo entre 3,5% e 3,75% .
Em abril, uma menção a possíveis ajustes futuros na política provocou a dissidência de três presidentes de distritos do Fed: Austan Goolsbee, de Chicago; Beth Hammack, de Cleveland; e Lorie Logan, de Dallas. Na ocasião, eles discordaram do tom da declaração e defenderam que o texto não deveria sugerir novas flexibilizações de juros diante do cenário de incerteza.
O Fed também alterou sua avaliação sobre a economia. Em vez de afirmar que os ganhos de emprego permaneciam baixos, como no comunicado anterior, a autoridade monetária passou a dizer que a criação de vagas acompanha o crescimento da força de trabalho. O texto também destacou, pela primeira vez, que o crescimento da produtividade e dos investimentos de capital permanecem fortes.
Na avaliação sobre a inflação, o banco central abandonou a menção à recente alta dos preços globais de energia e passou a abordar as pressões inflacionárias a choques de oferta que afetaram diversos setores, incluindo energia. O Fed também substituiu o compromisso de devolver a inflação à meta de 2% por uma formulação mais direta: a de que o Comitê “entregará estabilidade de preços”.
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