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Tarcísio pede desculpas por roubos de celular em SP e admite falha na segurança

Governador afirmou que assaltos deixam traumas nas vítimas e prometeu intensificar o combate à receptação; Estado diz ter recuperado 84 mil aparelhos neste ano

Estadao Conteudo 17/06/2026
Tarcísio pede desculpas por roubos de celular em SP e admite falha na segurança
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas - Foto: © Sputnik / Guilherme Correia

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pediu desculpas nesta quarta-feira, 17, aos moradores do Estado que tiveram o celular roubado. Segundo o chefe do Executivo paulista, esse tipo de crime “aborrece” e compromete diretamente a sensação de segurança da população.

"A gente pede desculpas ao cidadão que passa por isso, que tem um celular roubado. A dor e o trauma de um assalto, muitas vezes à mão armada, muitas vezes deixa um trauma. O Estado tem que garantir a segurança e, quando não garante, está falhando", afirmou Tarcísio durante evento de entrega de viaturas e armamentos para as polícias.

Pré-candidato à reeleição, o governador prometeu fortalecer o combate ao crime de recepção e destacou que cerca de 84 mil celulares foram recuperados neste ano em São Paulo.

“Os indicadores do Estado de São Paulo caíram bastante. Mas, enquanto tivermos um cidadão sendo roubado, tendo um celular subtraído, não vamos descansar, porque sabemos que é um crime que derrubou a sensação de segurança. E o cidadão tem o direito de ficar em paz. São 84 mil celulares recuperados”, declarou.

Conforme mostrado o Estadão , um dos endereços mais específicos de São Paulo, na Rua Oscar Freire, foi a via com mais registros de roubos em abril deste ano na região de Pinheiros, zona oeste da capital, segundos dados de boletins de ocorrência da Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP). Na maioria dos casos, os crimes ocorreram no celular das vítimas.

Levantamento divulgado em maio pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), em parceria com o Instituto Datafolha, aponta que praticamente um terço dos brasileiros, o equivalente a 33,5% , já deixou de sair com o aparelho celular por medo de assalto.

Brutalidade e latrocínio

O alto número de casos e a forma de atuação dos criminosos têm chamado a atenção em São Paulo. Imagens como as do assassinato do ciclista Vitor Medrado, de 46 anos, chocaram a população. Ele foi morto em fevereiro do ano passado com um tiro à queima-roupa perto do Parque do Povo, no Itaim-Bibi, zona sul da capital. Os agressores levaram o celular da vítima.

Em outro caso, a médica Marília Dalprá, de 67 anos, teve quatro costelas quebradas e parte do transporte comprometido após ser alvo de um assalto no início de 2025 no Parque Continental, zona oeste. Um dos assaltantes chegou a morder o dedo dela na tentativa de levar a aliança, mas não conseguiu arrancá-la. Ao menos um suspeito foi preso.

Mais de 27 mil ocorrências

São Paulo registrou quedas nas ocorrências relacionadas a celulares roubados no primeiro quadrimestre de 2026, de acordo com os dados mais recentes da Secretaria da Segurança Pública.

Os casos de aparelhos levados durante assaltos passaram de 35,9 mil para 27,4 mil ocorrências, uma redução de 23,8% . Na comparação com 2022, quando foram registrados 54,3 mil crimes em 645 municípios paulistas, a queda chegou a 49,5% .

Na capital paulista, foram registrados 154.058 roubos e furtos de celulares entre janeiro e dezembro de 2025, segundo a SSP. No mesmo período de 2024, o número foi de 153.820 aparelhos roubados ou furtados. Em 2023, foram 138.633 ocorrências.