Geral
Bolsas da Europa fecham majoritariamente em alta à espera do Fed
Investidores acompanharam sinais de inflação na região, balanços corporativos e expectativas sobre um acordo entre EUA e Irã
As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira (17), em uma sessão marcada pela cautela antes da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e pela expectativa por novos detalhes sobre o acordo provisório entre Estados Unidos e Irã.
Os investidores também repercutiram sinais mistos da inflação na Europa e no Reino Unido, enquanto avaliavam os possíveis impactos do conflito no Oriente Médio sobre o crescimento econômico e os preços da energia.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,14%, aos 10.508,61 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,08%, aos 24.931,55 pontos. Em Paris, o CAC 40 recuou 0,20%, aos 8.430,79 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,31%, aos 52.595,23 pontos. Em Madri, o Ibex 35 teve alta de 1,20%, aos 19.392,90 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,76%, aos 9.090,72 pontos. As cotações são preliminares.
A inflação ao consumidor da zona do euro acelerou para 3,2% em maio, confirmando a leitura preliminar da Eurostat e permanecendo acima da meta de 2% do Banco Central Europeu (BCE). Em paralelo, o dirigente do BCE Gediminas Simkus afirmou que ao menos mais uma alta de juros é mais provável do que a manutenção das taxas, diante da persistência das pressões inflacionárias.
No Reino Unido, o índice de preços ao consumidor (CPI) ficou estável em 2,8% em maio, abaixo da expectativa do mercado. Para a Capital Economics, a inflação britânica ainda pode se aproximar de 4% nos próximos meses, mas a recente queda do petróleo reduz a necessidade de aperto monetário pelo Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês). Já o ING prevê pico próximo de 3,5% em setembro, sem que isso justifique novas elevações de juros.
Entre as ações, a BMW recuou 8,69% após cortar sua projeção anual de lucro, citando a deterioração do mercado chinês e os efeitos indiretos da guerra no Oriente Médio. O movimento pressionou todo o setor automotivo europeu, que caiu 3,4%.
Na ponta oposta, a suíça Straumann subiu 10,2% após elevar sua perspectiva de rentabilidade para o ano, beneficiada por tarifas menores do que o esperado e por medidas de redução de custos. O setor de energia recuou 0,1%, apesar da alta do petróleo, enquanto investidores repercutiam os termos vazados do memorando entre Washington e Teerã.
Com informações da Dow Jones Newswires.
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