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G7 pede cessar-fogo imediato no Líbano em declaração conjunta

Líderes também manifestaram apoio à proposta dos Estados Unidos para encerrar hostilidades com o Irã e reabrir o Estreito de Ormuz

Estadao Conteudo 17/06/2026
G7 pede cessar-fogo imediato no Líbano em declaração conjunta
Cúpula do G7

Os países do G7 emitiram uma declaração conjunta nesta quarta-feira (17) em que pedem um cessar-fogo imediatamente no Líbano. O posicionamento ocorre em meio à expectativa de assinatura de um amplo acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, que deve incluir uma trégua nos confrontos entre Israel e a milícia xiita libanesa Hezbollah.

“No Líbano, apoiamos, por meio de um cessar-fogo imediato e robusto, os esforços da liderança libanesa para alcançar o desarmamento do Hezbollah e o fim do monopólio das armas, e para proteger a integridade territorial e a soberania do Líbano com as garantias de segurança internacional adequadas”, afirma o comunicado.

No último dia da cúpula do grupo em Évian-les-Bains, na França, os líderes do G7 também declararam apoio à proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar as hostilidades com Teerã.

Em nota divulgada durante a noite, os líderes classificaram o acordo como uma “oportunidade histórica para impedir que o Irã adquira qualquer arma nuclear e para lidar com as ameaças relacionadas às suas atividades regionais e balísticas”. Eles afirmaram ainda estar “prontos para contribuir com a sua implementação”, embora nem a Casa Branca nem o Irã tenham divulgado o texto do acordo.

Segundo a cópia divulgada de um acordo provisório, o Irã adotará medidas imediatas para reabrir o Estreito de Ormuz assim que o documento para assinatura e poderá vender petróleo sem restrições. Autoridades ouvidas pela Associated Press (AP) afirmam que o texto vazado corresponde, em linhas gerais, ao documento de negociação.

O acordo, que deve ser formalmente assinado em uma cerimônia na Suíça na sexta-feira (19), prevê que os Estados Unidos trabalhem para encerrar todas as avaliações americanas e as Nações Unidas impostas a Teerã caso seja alcançado um acordo final sobre o programa nuclear iraniano.

Trump, no entanto, afirmou que o conteúdo do acordo ainda permanece em sigilo.

“Ninguém sabe o que é, mas é muito forte”, disse o presidente aos repórteres. Ele acrescentou: “É um memorando de entendimento e, se eu não gostar, voltaremos a atirar neles, a lançar bombas”.

acordo

Embora os líderes do G7 tenham manifestado apoio, Trump ainda precisa conceber membros do seu próprio partido, que duvidam da capacidade do acordo de enfraquecer o programa nuclear do Irã. Ao mesmo tempo, enfrenta a expectativa de uma comunidade internacional ansiosa para que ele cumpra a promessa de reabrir o Estreito de Ormuz ao tráfego de petroleiros e mantê-lo em funcionamento.

Os líderes do G7 afirmaram que uma missão marítima internacional conduzida por França e Reino Unido “poderia desempenhar um papel importante para facilitar a retomada do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, protegendo navios mercantes, tranquilizando os operadores de transporte marítimo comercial e apoiando a verificação de que todas as minas foram removidas”.

Antes da guerra com o Irã, um quinto de todo o petróleo e gás natural comercializados no mundo passando pelo Estreito de Ormuz, ponto estratégico de estrangulamento marítimo que o Irã mantém efetivo fechado desde os primeiros dias do conflito, iniciado em 28 de fevereiro.

O acordo também prevê o fim imediato de todos os combates no Líbano entre Israel e o Hezbollah. Essa é uma das partes mais delicadas da negociação, porque Tel Aviv não deseja uma trégua e pretende manter a ocupação de áreas do sul do Líbano.

O Irã afirmou que Israel deve se retirar conforme previsto no acordo.

Mortes

Os ataques israelenses no Líbano mataram quase 4 milhões de pessoas, incluindo centenas de civis, e deslocaram mais de 1 milhão desde o início dos combates, em 2 de março. “Israel está lutando contra o Hezbollah há muito tempo e muitas pessoas estão sendo mortas”, disse Trump. Com informações da Associated Press.