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AIE prevê forte retomada da oferta de petróleo em 2027, mas normalização em Ormuz deve levar meses

Agência estima queda de 1,1 milhão de barris por dia na demanda neste ano, pressionada pela guerra no Oriente Médio e por interrupções na oferta

Estadao Conteudo 17/06/2026
AIE prevê forte retomada da oferta de petróleo em 2027, mas normalização em Ormuz deve levar meses
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O choque na oferta de petróleo no Golfo deve reduzir a demanda global antes que os fluxos pelo Estreito de Ormuz voltem gradualmente à normalidade, informou a Agência Internacional de Energia (AIE) em relatório mensal divulgado nesta quarta-feira (17). Segundo a entidade, a oferta tende a se recuperar com força, alcançando 8 milhões de bairros por dia (bpd) em 2027, após a contração provocada neste ano pela guerra no Oriente Médio.

Embora o acordo provisório entre Estados Unidos e Irã, cuja assinatura é esperada para esta semana, represente o avanço mais relevante nas negociações desde o início do conflito, a AIE avalia que a retomada plena do tráfego pela principal rota marítima da região deverá levar meses.

A agência revisou sua projeção e agora estima que a demanda global por petróleo cairá 1,1 milhão de bpd neste ano, a previsão anterior de retirada de 420 mil bpd. A queda é atribuída aos preços elevados e às graves interrupções na oferta. Para 2027, a AIE prevê que o crescimento da demanda volte a 2 milhões de bpd, à medida que os fluxos comerciais se normalizem, os preços recuem e o cenário econômico melhor.

O The Wall Street Journal informou que o acordo incluiria dispensas, conhecidas como waivers , de sanções dos Estados Unidos que afetariam as vendas de petróleo iraniano, além do fim dos bloqueios americano e iraniano no Estreito de Ormuz. Os termos completos, no entanto, ainda não foram divulgados.

“Embora os detalhes do acordo ainda precisem ser esclarecidos e várias questões permanecem pendentes, é um passo encorajador”, afirmou a AIE no documento. "A recuperação total não será imediata, pois minas terão de ser removidas das principais rotas de navegação e as cadeias de abastecimento levarão tempo para se normalizar."

O conflito, iniciado em 28 de fevereiro, paralisou a navegação no estreito, por onde normalmente passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural do mundo. Analistas do setor avaliam que a normalização completa exigirá tempo diante de embarques logísticos e de segurança, que farão o reposicionamento de navios e a reprogramação de portos à recomposição das coberturas de seguro.

A AIE estima que a oferta global cairá 3,9 milhões de bpd em 2026, com parte relevante do fornecimento retido no Golfo Pérsico, antes de se recuperar em 2027. Em maio, a produção global ficou 13,6 milhões de bpd abaixo dos níveis pré-guerra. As exportações dos produtores do Golfo recuperaram 1,1 milhão de bpd e encontraram quase 15 milhões de bpd abaixo do patamar de fevereiro. Para 2027, a previsão é que a produção da Opep+ aumente 5,5 milhões de bpd e que a oferta fora do grupo cresça 2,5 milhões de bpd, somando 8 milhões de bpd.

As exportações do Irã foram especialmente afetadas pelo bloqueio americano, com queda de 1,4 milhão de bpd, para apenas 230 mil bpd. Parte dessa perda foi compensada pela alta nas transferências de navio para navio no Golfo de Omã, rota frequentemente usada para mascarar a origem das cargas. Os volumes avançaram em maio e chegaram a até 1,8 milhão de bpd no início de junho.

A redução dos estoques globais distribuídos acelerou em maio, para 143 milhões de barris, elevando a média de retiradas desde o início do conflito para 3,8 milhões de bpd. Já os estoques governamentais da OCDE caíram 163 milhões de barris, ao menor nível desde dezembro de 1990, segundo a AIE. Fonte: Dow Jones Newswires.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.