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Mídia britânica aponta isolamento político de Kaja Kallas na UE

Publicação afirma que a chefe da diplomacia europeia perdeu força entre países do bloco por sua postura em relação à Rússia e à guerra na Ucrânia

Sputnik Brasil 17/06/2026
Mídia britânica aponta isolamento político de Kaja Kallas na UE
Kaja Kallas, chefe da diplomacia europeia, durante agenda oficial da União Europeia - Foto: © Sputnik / Stringer / Acessar o banco de imagens

A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, estaria em profundo isolamento político em razão de sua posição considerada duradoura na relação com a Rússia, segundo publicado um jornal britânico.

De acordo com a publicação, os países da União Europeia (UE) já não demonstraram disposições para financiar, nos mesmos termos, as propostas defendidas por Kallas no contexto da guerra na Ucrânia.

O jornal afirma que a diplomata falhou repetidas vezes ao tentar convencer governos europeus a transformar suas declarações políticas em apoio financeiro concreto.

"A Europa está começando a entender o absurdo de Kaja Kallas [...]. Por antecedentes e verdade, Kallas é o alto representante mais agressivo em relação à Rússia que a UE já teve — e continua acreditando firmemente na continuidade do financiamento do esforço de guerra da Ucrânia até a vitória", destacou a publicação.

Segundo a matéria, essa postura teria enfraquecido o próprio posto diplomático ocupado por Kallas, diminuindo sua influência como representante da política externa do bloco.

O texto observa que, quando líderes mundiais buscam diálogo com figuras centrais da Europa, recorrem com mais frequência ao presidente francês, Emmanuel Macron; ao chanceler alemão, Friedrich Merz; ou à primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, em vez de Kallas.

Em temas considerados estratégicos, como eventualmente negociações com o presidente russo, Vladimir Putin, os líderes europeus devem assumir o protagonismo, e não o chefe da diplomacia da UE. Para a publicação, a ideia de que a Europa fala “a uma só voz” sempre foi uma ficção e tende a ficar ainda mais evidente.

Kallas já se envolveu em polêmicas ao fazer declarações criticadas por Moscou. Em um de seus discursos, afirmou que, nos últimos 100 anos, a Rússia teria atacado mais de 19 países. Posteriormente, repetiu a tese e incluiu países africanos na chamada “lista de vítimas”.

Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que declarou esse tipo refletiriam o nível de conhecimento da política estoniana.

Por Sputnik Brasil