Geral
Lula discute entraves comerciais com líderes europeus após restrições a produtos brasileiros
Brasil e União Europeia vão criar mecanismo bilateral para buscar soluções a barreiras que afetam exportações de origem animal e do setor siderúrgico
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu-se nesta terça-feira (16), à margem da cúpula do G7, com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa. O encontro ocorreu em meio às recentes restrições impostas pelo bloco europeu a produtos brasileiros.
Segundo o Palácio do Planalto, os líderes trataram especialmente das medidas adotadas pela União Europeia que afetam exportações do Brasil, sobretudo nos setores de produtos de origem animal e da siderurgia.
Durante a reunião, ficou acertada a criação de um mecanismo bilateral, com participação do Ministério das Relações Exteriores e de representantes da Comissão Europeia, para identificar os entraves e buscar soluções para as dificuldades enfrentadas pelos exportadores brasileiros.
As partes também se comprometeram a avançar em respostas que considerem tanto as preocupações europeias nas áreas sanitária, fitossanitária e de proteção da indústria do aço quanto os interesses comerciais do Brasil, em consonância com o acordo entre Mercosul e União Europeia.
Ao comentar as restrições da União Europeia à carne brasileira, o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, afirmou que práticas protecionistas comprometem as regras multilaterais e a previsibilidade do comércio.
“Não podemos esquecer que o protecionismo está sempre à espreita, como demonstram as últimas restrições da UE às exportações de carne brasileiras e as tarifas impostas pelos EUA à revelia da OMC [Organização Mundial do Comércio]”, afirmou.
Combate integrado ao narcotráfico e respeito à soberania dos países
Mais cedo, em discurso na sessão do G7 dedicada à segurança internacional, Lula afirmou que o combate ao narcotráfico deve ser acompanhado do enfrentamento a outros crimes transnacionais, como a lavagem de dinheiro e o tráfico de armas.
“O crime organizado aterroriza comunidades e desvia recursos públicos que deveriam ser direcionados para a construção de escolas, hospitais e estradas. Esse esforço deve levar em conta o respeito à soberania dos Estados”, disse.
As declarações ocorrem após os Estados Unidos classificarem o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações narcoterroristas, medida que gerou debates sobre possíveis implicações para a soberania brasileira.
Além da pauta de segurança, Lula defendeu no G7 que países detentores de minerais críticos obtenham ganhos econômicos em etapas de maior valor agregado das cadeias produtivas, e não apenas na extração das matérias-primas.
Segundo o presidente, esses países devem participar de processos de industrialização, transferência de tecnologia e formação de capacidades, de acordo com suas necessidades nacionais.
Ao abordar a transformação digital e o avanço da inteligência artificial, Lula enfatizou que as novas tecnologias não podem aprofundar desigualdades históricas. “As transições energética e digital não podem reproduzir padrões históricos que concentram benefícios econômicos em poucos atores”, afirmou.
O presidente também defendeu a ampliação de parcerias internacionais que permitam o desenvolvimento e o acesso a tecnologias de ponta por um número maior de países.
Por Sputnik Brasil
Mais lidas
-
1ACIDENTE AÉREO
Vídeo mostra momento em que helicóptero atinge o solo no Recreio dos Bandeirantes
-
2RIO DE JANEIRO
Apagão deixa bairros da Grande Tijuca sem luz e afeta trânsito na Zona Norte do Rio
-
3DOCUMENTAÇÃO
Detran Alagoas é o primeiro do Brasil a ofertar carros automáticos gratuitos para exames práticos
-
4OCORRÊNCIA
Acidente envolvendo carreta deixa duas vítimas fatais no trecho da Chã dos Costas
-
5FÓRMULA 1
Kim Kardashian leva o estilo WAG à Fórmula 1: o que significa sigla associada à namorada de Lewis Hamilton