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Petróleo fecha em forte queda com acordo entre EUA e Irã
Possível retomada imediata das exportações iranianas amplia expectativa de oferta global e pressiona cotações
O petróleo despencou mais de 5% nesta terça-feira (16), aprofundando as perdas registradas na sessão anterior, enquanto investidores avaliavam o acordo entre Estados Unidos e Irã que pode autorizar a retomada imediata das exportações iranianas como parte dos termos para encerrar o conflito.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para agosto fechou em queda de 5,25%, o equivalente a US$ 4,17, cotado a US$ 75,27 o barril.
Já o petróleo Brent para o mesmo mês, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou com recuo de 5,06%, ou US$ 4,21, a US$ 78,96 o barril. Foi a primeira vez desde março que o Brent fechou abaixo de US$ 80 por barril.
Os contratos já abriram a sessão em baixa, mas intensificaram as perdas após o Wall Street Journal informar que os Estados Unidos permitirão ao Irã retomar imediatamente as vendas de petróleo e combustíveis como parte do acordo para encerrar o conflito. A medida aumenta as perspectivas de oferta global da commodity.
Outro fator de alívio para a oferta foi a travessia de cinco navios iranianos pelo Estreito de Ormuz na segunda-feira, conforme informou a agência iraniana Tasnim.
A navegação ocorreu depois que os Estados Unidos suspenderam o bloqueio naval imposto contra Teerã após o memorando de entendimento de paz. Segundo a Kpler, a reabertura do Estreito de Ormuz poderá provocar uma forte alta temporária no tráfego de navios-tanque, com recuperação gradual do fluxo na região.
O presidente norte-americano, Donald Trump, quer reabrir Ormuz o mais rápido possível, o que gerou preocupação entre autoridades europeias, mais cautelosas em comprometer suas frotas marítimas na limpeza de minas da via navegável. Enquanto isso, os Estados Unidos vêm usando táticas de contrabando para escoar petróleo do Golfo Pérsico, segundo a Reuters.
Na guerra da Ucrânia, um ataque de drone atribuído a Kiev provocou incêndio em uma refinaria da Gazprom Neft.
De acordo com a Reuters, a ofensiva danificou uma unidade de refino primário responsável por 53% da capacidade da planta.
O cenário levou a Agência Internacional de Energia (AIE) a alertar países do Sudeste Asiático sobre a vulnerabilidade da região a choques no mercado de petróleo, diante da forte dependência de suprimentos vindos do Oriente Médio.
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