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Ouro fecha em leve alta com acordo EUA-Irã e decisão do Fed no radar
Metal precioso avançou 0,06% na Comex, enquanto investidores acompanham negociações no Oriente Médio e aguardam juros nos EUA
O contrato futuro do ouro fechou em leve alta nesta terça-feira, 16, ampliando os ganhos das duas últimas sessões. Investidores mantêm no radar as expectativas para a assinatura de um memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã, com o objetivo de encerrar a guerra no Oriente Médio, apesar da falta de detalhes sobre o pacto.
O mercado também aguarda a decisão de juros do Federal Reserve (Fed), prevista para quarta-feira, 17.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em alta de 0,06%, cotado a US$ 4.354,40 por onça-troy. Já a prata para julho recuou 0,24%, a US$ 70,013 por onça-troy.
Nesta terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou avanço no diálogo com o Irã e afirmou que haverá uma nova fase de negociações para tratar do programa nuclear iraniano. Do lado de Teerã, autoridades informaram que navios começaram a trafegar pelo Estreito de Ormuz.
Para Mauriciano Cavalcante, consultor da Ourominas, o cenário mantém os preços do ouro em leve alta diante da combinação entre leitura geopolítica, comportamento do petróleo e expectativa sobre os juros globais. Segundo ele, o possível acordo entre EUA e Irã ajudou a reduzir a pressão sobre o petróleo, alterando a percepção do mercado.
“Se a energia deixa de pressionar tanto a inflação global, diminui também a percepção de que os bancos centrais precisarão manter juros elevados por um período ainda mais prolongado. Para o ouro, esse cenário tende a ser positivo, porque reduz parte do custo de carregamento do metal e reforça seu papel como proteção em carteiras”, detalha.
Em análise, o Barclays avalia que o metal precioso ainda tem espaço para uma recuperação mais forte, a depender da continuidade do alívio geopolítico, especialmente em um cenário no qual a queda dos preços da energia reduza a inflação e as pressões sobre as taxas de juros.
Também no segmento de metais preciosos, o Julius Baer destaca que a demanda por investimentos em ouro e prata deve se recuperar, ainda que não alcance a intensidade registrada antes do início da guerra no Oriente Médio.
Com informações da Dow Jones Newswires
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