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Petróleo em queda, NY fraca e cautela antes de Copom e Fed seguram Ibovespa

Índice recua com pressão sobre Petrobras, baixa das commodities e expectativa por decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos

Estadao Conteudo 16/06/2026
Petróleo em queda, NY fraca e cautela antes de Copom e Fed seguram Ibovespa
Petróleo

O Ibovespa abriu terça-feira, 16, praticamente estável, aos 170.415,52 pontos, mesmo nível da máxima do dia, mas logo passou a renovar mínimas. O índice chegou a cair 0,76%, para 169.121,31 pontos, pressionado pela queda de cerca de 3% nas cotações do petróleo e pela cautela dos investidores antes das decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, previstas para esta quarta-feira.

Também acompanhamos no radar do mercado as pesquisas eleitorais e os sinais de enfraquecimento das vendas varejistas no Brasil em abril. A baixa do petróleo reflete, ainda, o acordo de paz provisório entre os Estados Unidos e o Irã, cujo memorando poderá ser assinado na sexta-feira.

"O petróleo desaba desde ontem, após o anúncio do cessar-fogo. Partindo do princípio de que vai vingar, pode continuar caindo e contaminando as ações do setor, como as da Petrobras, puxando o Ibovespa", afirma João Oliveira, head da mesa de operações do Banco Moneycorp.

Paralelamente, o minério de ferro recuperou 0,85% em Dalian e 0,62% em Cingapura, movimento que influencia ações do setor de metais na B3, como a Vale.

“A alta de algumas metálicas dá um pouco de equilíbrio”, diz Oliveira, acrescentando que os mercados seguem com grande expectativa pela chamada Superquarta.

A projeção predominante é que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduza a Selic em 0,25 ponto porcentual, para 14,25% ao ano. Em relação ao Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), a expectativa é de manutenção dos juros entre 3,50% e 3,75% ao ano. Por isso, os comunicados das duas autoridades monetárias devem concentrar-se nas atenções dos investidores.

Em meio ao cessar-fogo entre EUA e Irã e aos dados da economia brasileira divulgados nesta terça, a maioria do mercado mantém a previsão de redução da Selic. Entre os indicadores, o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu 0,30% em junho, após alta de 0,89% em maio, resultado próximo ao piso das estimativas do Projeções Broadcast, que apontaram queda de 0,35%.

As vendas do comércio varejista recuaram 1,5% em abril ante março. No varejo ampliado, que inclui material de construção, veículos e atacado de suprimentos, a queda foi de 0,7% no mesmo período. Os resultados ficaram ao nível das expectativas elevadas pelas Projeções Broadcast, com recuos de 1,6% e 0,6%, respectivamente. Na comparação anual, o varejo restrito avançou 1%, enquanto o ampliado cresceu 1,4%.

“Os dados de hoje são consistentes com um início de segundo trimestre mais fraco para o varejo, em linha com nossos dados proprietários do IDAT”, afirmam, em relatório, Natalia Cotarelli e Marina Garrido, do Itaú Unibanco.

No exterior, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o acordo nuclear negociado com o Irã é contínuo e deverá avançar para uma “segunda fase”, que, segundo ele, será mais fácil de implementar. Em Nova York, o desempenho fraco das bolsas também contribui para limitar uma recuperação mais consistente dos ativos locais.

Na segunda-feira, 15, o Ibovespa fechou em baixa de 0,42%, aos 170.415,13 pontos.

Às 11h23 desta terça-feira , o Índice Bovespa caiu 0,47%, para 169.612,17 pontos. Enquanto a Vale subia 0,46%, a Petrobras recuava entre 0,95%, nas ações preferenciais, e 1,01%, nas ordinárias.