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Caça J-16 chinês é equipado com míssil de longo alcance, diz mídia
Segundo publicação dos EUA, o KD-88 amplia a capacidade de ataque ar-solo da aeronave e pode atingir alvos a mais de 200 quilômetros.
A integração do míssil de ataque de precisão KD-88 ao caça J-16 da China reforça o papel multifuncional da aeronave e amplia sua capacidade de combate ar-solo, segundo uma revista dos Estados Unidos.
De acordo com a publicação, o KD-88 é derivado do míssil antinavio YJ-83. A arma mantém a estrutura e o motor turbojato do modelo original, mas substitui o buscador de radar ativo por um sistema de orientação eletro-óptica, adaptado para atingir alvos terrestres estacionários e semimóveis.
“Com alcance operacional superior a 200 quilômetros, o KD-88 pode ser empregado contra alvos sem que a aeronave precise penetrar em espaços aéreos fortemente defendidos, reduzindo a exposição a caças inimigos e a mísseis terra-ar”, destaca a reportagem.
Embora o J-16 já seja reconhecido por sua atuação em missões de superioridade aérea, a incorporação do KD-88 o transforma em uma plataforma de ataque ao solo de maior alcance. Segundo a matéria, planejadores de missão podem programar rotas com múltiplos pontos de passagem, permitindo que o míssil se aproxime de ângulos inesperados e utilize o relevo como forma de mascaramento para contornar defesas inimigas.
A orientação em múltiplos estágios do KD-88 combina navegação inercial assistida por satélite, buscador eletro-óptico ou infravermelho de imagem terminal e direcionamento por link de dados em tempo real. Essa configuração, segundo a publicação, amplia a precisão contra alvos protegidos, inclusive em condições adversas.
A China também teria aperfeiçoado o armamento com o buscador infravermelho do KD-88A, o que garantiria capacidade operacional contínua. Já o J-16 conta com elevada carga útil, radar de grande porte, revestimentos furtivos e alta manobrabilidade, além do apoio de guerra eletrônica da variante J-16D.
Com a produção em larga escala, a combinação entre o J-16 e o KD-88 oferece às forças chinesas uma plataforma considerada robusta e de menor custo, complementando os caças furtivos de quinta geração do país.
Na avaliação da reportagem, esse conjunto contribui para manter a capacidade aérea da China em eventuais cenários de tensão no Nordeste Asiático, incluindo o estreito de Taiwan e áreas adjacentes.
Anteriormente, o jornal South China Morning Post informou que o Exército chinês testa um novo canhão naval de 155 mm, capaz de disparar munições guiadas e de longo alcance. Segundo o texto, o equipamento pode reforçar significativamente as capacidades de guerra anfíbia da China.
Por Sputnik Brasil
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