Geral
Aliados tentam recolocar Ucrânia no topo da agenda de Trump
Líderes do G7 defendem mais pressão sobre a Rússia e apoio militar a Kiev, enquanto guerra se prolonga
Aliados dos Estados Unidos na cúpula do G7 trabalharam nesta terça-feira (16) para recolocar a guerra na Ucrânia entre as prioridades do presidente Donald Trump, após mais de quatro anos de conflito iniciado pela invasão russa. Nas últimas semanas, a crise envolvendo o Irã havia ofuscado a questão ucraniana, mas, depois de anunciar um acordo para encerrar o conflito de três meses e meio no Golfo, Trump afirmou que pretende voltar sua atenção para a Ucrânia. Segundo ele, o Irã em breve estará “no retrovisor”.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, participou de uma sessão de trabalho com os líderes do grupo em Evian-les-Bains, na França. De acordo com um diplomata francês, os países do G7, incluindo os Estados Unidos, concordaram em ampliar a pressão sobre a Rússia, especialmente por meio de sanções aos setores de petróleo e gás.
Os líderes também chegaram a uma posição comum de apoio à Ucrânia, com previsão de envio de capacidades adicionais de defesa aérea e outros meios de proteção. Com a redução da ajuda americana sob Trump, França e aliados europeus passaram a liderar o apoio militar e financeiro a Kiev.
Em meio às discussões, o Reino Unido anunciou novas sanções contra a chamada “frota fantasma”, usada pela Rússia para exportar petróleo e gás, e contra redes financeiras utilizadas por Moscou para contornar restrições ocidentais.
Horas antes da abertura da cúpula, a Rússia lançou centenas de drones e dezenas de mísseis contra grandes cidades ucranianas, em ataques que deixaram ao menos 11 mortos. Os bombardeios ocorreram após Trump conversar separadamente, por telefone, com Zelenski e com o presidente russo, Vladimir Putin.
Durante a campanha de 2024, Trump prometeu encerrar a guerra em até 24 horas após assumir o cargo, mas as negociações avançaram lentamente. Na segunda-feira (15), a Ucrânia iniciou oficialmente as negociações para adesão à União Europeia, processo que exigirá anos de reformas. Kiev vê a entrada no bloco como uma garantia de segurança para o pós-guerra, embora continue defendendo a adesão à Otan, hipótese rejeitada pelo governo Trump.
Outras discussões
A cúpula também foi marcada por discussões sobre o Oriente Médio. Trump voltou a criticar a condução de Israel no conflito com o Hezbollah no Líbano e afirmou que os confrontos prolongados prejudicam o acordo alcançado com o Irã.
Enquanto isso, aliados europeus pressionam por avanços diplomáticos que reduzam os impactos da alta do petróleo provocada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz.
Fonte: Associated Press.
Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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