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Acordo entre EUA e Irã promete encerrar guerra, mas deixa pontos sem resposta
Pacto provisório prevê prorrogação do cessar-fogo e reabertura do Estreito de Ormuz, enquanto temas como programa nuclear iraniano seguem pendentes.
Autoridades dos Estados Unidos e do Irã afirmaram ter chegado a um acordo para tentar pôr fim ao conflito iniciado em fevereiro deste ano. Apesar do anúncio, ainda há incertezas sobre os próximos passos do pacto. Empresas de transporte marítimo avaliam que a confiança pode levar semanas para ser restabelecida após a reabertura do Estreito de Ormuz, enquanto questões centrais permanecem sem resposta.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira que o acordo para interromper o conflito entre EUA e Irã está “fechado” e avançará para uma segunda fase. Os detalhes, no entanto, ainda não foram divulgados. Os dois países afirmam que uma trégua permanente ainda precisará ser negociada.
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O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, escreveu nas redes sociais que o acordo provisório representa um “passo importante” para interromper os combates. Ele ponderou, porém, que o entendimento final para uma trégua duradoura “ainda não tomou forma”.
O acordo provisório prorrogaria por mais 60 dias o frágil cessar-fogo anunciado em abril e permitiria a reabertura do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã desde os ataques de Estados Unidos e Israel ao país, em fevereiro.
Na próxima fase das negociações, os representantes dos dois países devem tratar de temas sensíveis, como o futuro do programa nuclear iraniano. Segundo o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, as conversas terão início na Suíça, na sexta-feira (19), após a assinatura formal do acordo-quadro.
Outras duas questões usadas por Trump e pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para justificar a guerra — o fim do apoio do Irã a grupos armados regionais e a contenção do programa de mísseis iraniano — não devem integrar a pauta dessa rodada de negociações.
O vice-presidente norte-americano, JD Vance, e o principal negociador do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, devem participar da assinatura formal do acordo na sexta-feira (19), em Genebra.
Acordo final
Os preços do petróleo caíram para novas mínimas em três meses nesta terça-feira, um dia depois de recuarem quase 5% com a notícia do acordo. Apesar da reação do mercado, autoridades do setor afirmam que a produção de petróleo e gás no Oriente Médio deve levar meses para se recuperar totalmente.
Vance afirmou à CNN que o memorando assinado é um “documento muito geral”. De acordo com autoridades norte-americanas, os detalhes devem ser divulgados nos próximos dois dias.
Os dois lados ainda enfrentam forte pressão após um conflito que deixou pelo menos 7 mil mortos, principalmente no Irã e no Líbano, e provocou instabilidade nos mercados globais de energia.
O acordo também expõe Trump a críticas dentro do próprio partido. No Irã, líderes políticos podem enfrentar novos protestos caso não consigam aliviar as pressões econômicas agravadas pela guerra.
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