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Paleontólogos identificam na Espanha nova espécie de “cão-urso” que viveu há 15,9 milhões de anos

Batizada de Paludocyon moyasolai, espécie foi descrita a partir de fósseis encontrados perto de Barcelona

Sputnik Brasil 16/06/2026
Paleontólogos identificam na Espanha nova espécie de “cão-urso” que viveu há 15,9 milhões de anos
Fóssil ajudou a identificar nova espécie de cão-urso que viveu na Espanha há 15,9 milhões de anos - Foto: © Foto / Denny Navarra

Paleontólogos identificaram uma espécie até então desconhecida de anficionídeo, família extinta de mamíferos carnívoros popularmente chamados de “cães-urso”, a partir de dois espécimes descobertos em um sítio fóssil na bacia de Vallès-Penedès, perto de Barcelona, na Espanha.

Batizada de Paludocyon moyasolai, a nova espécie viveu durante o Mioceno Médio, há cerca de 15,9 milhões de anos, em uma paisagem quente e arborizada, marcada pela presença de lagos rasos. A descoberta foi publicada em artigo na revista Journal of Mammalian Evolution.

O animal pertencia à família dos anficionídeos, grupo que reunia características observadas em ursos e cães modernos, embora não fosse classificado como nenhum dos dois, segundo informações do portal Sci.News.

“Na África, os registros mais antigos conhecidos de anficionídeos datam do início do Mioceno e persistiram até o fim do Mioceno tardio, constituindo os últimos registros conhecidos desse grupo”, afirmaram os pesquisadores.

Os fósseis de Paludocyon moyasolai foram encontrados no sítio de Els Casots, na bacia de Vallès-Penedès. O material inclui um crânio parcial comprimido, mas bem preservado, com a maioria dos dentes intactos, além de um molar inferior isolado recuperado separadamente.

De acordo com os cientistas, a nova espécie pode ser distinguida de seus parentes mais próximos pelas proporções incomuns de seus molares.

Para determinar a posição do Paludocyon moyasolai na árvore evolutiva, o pesquisador Jorge Morales, do Museu Nacional de Ciências Naturais – CSIC, e sua equipe compararam os dentes do animal com os de espécies relacionadas da Europa e da América do Norte.

Os resultados indicam que a nova espécie representa o ramo mais antigo do gênero Paludocyon, tornando-se um dos membros mais primitivos conhecidos do grupo.

Por Sputnik Brasil