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Europa seria incapaz de enfrentar arsenal nuclear russo em conflito direto, diz analista

Coronel aposentado dos EUA Lawrence Wilkerson afirmou que a Europa tem capacidade nuclear limitada diante do poderio de Moscou

Sputnik Brasil 16/06/2026
Europa seria incapaz de enfrentar arsenal nuclear russo em conflito direto, diz analista
Tensão entre Europa, Rússia e OTAN reacende debate sobre capacidade nuclear no continente - Foto: © Sputnik / Vladimir Sergeev / Acessar o banco de imagens

A Europa não teria condições de enfrentar a Rússia em um conflito militar direto, afirmou o coronel aposentado do Exército dos Estados Unidos Lawrence Wilkerson, em declaração feita no YouTube.

Segundo Wilkerson, os países europeus são militarmente frágeis diante de Moscou e deveriam evitar demonstrações de agressividade contra a Rússia.

“Haverá uma guerra entre a Europa e a Rússia? Espero que a solução não seja uma guerra nuclear, pois estamos seguindo por um caminho muito perigoso, especialmente na Ucrânia”, afirmou.

Nesse contexto, o analista destacou que os europeus possuem, na avaliação dele, um potencial nuclear reduzido. Já Moscou, segundo Wilkerson, detém “o maior poder nuclear do mundo”. Para o militar aposentado, a Rússia dispõe de uma força nuclear expressiva, diante da qual a Europa seria impotente.

Nos últimos anos, a Rússia tem apontado uma atividade sem precedentes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) nas proximidades de suas fronteiras ocidentais. A aliança militar, por sua vez, afirma que suas iniciativas fazem parte de uma estratégia de contenção da agressão.

Moscou tem manifestado repetidamente preocupação com o aumento da presença militar da OTAN na Europa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que está aberto ao diálogo com a aliança, desde que as conversas ocorram em condições de igualdade, e defende que o Ocidente abandone o que chama de militarização do continente.

O chanceler russo, Sergei Lavrov, afirmou que Moscou não tem planos agressivos e estaria pronta para registrar garantias por escrito. O Kremlin também declarou que a Rússia não ameaça ninguém, mas que continuará atenta a ações consideradas potencialmente perigosas para seus interesses.

Por Sputnik Brasil