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Brasil avalia concessões comerciais para evitar tarifaço dos Estados Unidos

Segundo a Folha de S.Paulo, governo busca limitar negociações a temas tarifários e comerciais, deixando Pix, STF e política fora da pauta.

Sputnik Brasil 15/06/2026
Brasil avalia concessões comerciais para evitar tarifaço dos Estados Unidos
Governo brasileiro avalia concessões comerciais em meio à ameaça de tarifas dos EUA - Foto: © AP Photo / Mark Schiefelbein

A área econômica do governo Lula estuda fazer concessões comerciais para tentar evitar a aplicação de tarifas de 25% sobre exportações brasileiras prometidas pelos Estados Unidos, no contexto da investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) contra supostas práticas comerciais abusivas do Brasil.

Conforme publicado pela Folha de S.Paulo, Brasília está disposta a negociar questões tarifárias e comerciais. No entanto, temas como Pix, Supremo Tribunal Federal (STF) e assuntos políticos estão fora das discussões com as autoridades de Washington. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem até 15 de julho para decidir se aplicará ou não as tarifas.

O Brasil já enfrenta uma tarifa de 12,5% por supostamente não conseguir coibir o trabalho forçado, assim como outros 58 países e a União Europeia. Somadas, as duas taxas elevariam a cobrança sobre exportações brasileiras para os Estados Unidos a 37,5%, com exceção de alguns itens.

A investigação, iniciada em julho de 2025 por ordem de Trump, foi conduzida sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Segundo o representante comercial Jamieson Greer, houve diálogo intenso com o governo brasileiro, mas persistem divergências substanciais. As negociações do grupo bilateral criado para evitar novas tarifas também não avançaram o suficiente.

A USTR, que havia elogiado o "engajamento construtivo" do Brasil, agora sustenta que as práticas brasileiras justificam medidas corretivas.

Apesar da proposta de tarifa ampla, o documento prevê isenções para materiais informativos, doações e uma série de produtos agrícolas e industriais nos quais o Brasil é extremamente competitivo, como carnes específicas, frutas, café, especiarias, sementes e plantas medicinais, entre outros itens.