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BNDES tem recursos para financiar projetos do LRCAP de baterias, diz Nelson Barbosa

Diretor afirma que banco possui funding para apoiar propostas vencedoras, enquanto regras de capacidade ainda dependem do MME

Estadao Conteudo 15/06/2026
BNDES tem recursos para financiar projetos do LRCAP de baterias, diz Nelson Barbosa
- Foto: Reprodução / Agência Brasil

O diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa, afirmou nesta segunda-feira, 15, que o banco tem funding suficiente para financiar os projetos do LRCAP 2026 de baterias. Segundo ele, a capacidade a ser contratada no certame ainda depende de definições do Ministério de Minas e Energia (MME).

Em conversa com jornalistas na sede do banco, no Rio de Janeiro, Barbosa disse que a política de financiamento para as propostas vencedoras dos leilões está sendo construída “com pé no chão” e já desperta interesse de empresas estrangeiras.

“Temos R$ 27 bilhões no orçamento deste ano, que pode chegar a R$ 34 bilhões se o governo assim quiser e se o Congresso aprovar. Para o ano que vem, também haverá recursos”, afirmou, ao se referir ao Fundo Clima, que oferece taxa de 6,5% ao ano para recursos reembolsáveis.

O LRCAP de baterias de 2026 foi estruturado pelo MME em dois leilões, previstos para os dias 2 e 4 de dezembro. O primeiro, chamado LRCAP de 2026 — Armazenamento Nacional, será destinado a sistemas de armazenamento de energia em baterias que atendam aos requisitos mínimos de nacionalização. O segundo, LRCAP de 2026 — Armazenamento, será aberto a todos os projetos de sistemas de armazenamento em baterias.

Além dos recursos do Fundo Clima, o banco também vai disponibilizar o programa BNDES Mais Inovação, voltado ao desenvolvimento de tecnologias.

“Temos visto empresas europeias e mesmo empresas chinesas, em função do conteúdo local, demonstrando interesse de vir para cá, porque estão querendo descentralizar a produção e desenvolver as tecnologias aqui. O Brasil, hoje, é a bola da vez”, afirmou o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior, José Luis Gordon.

“Para quem quiser desenvolver tecnologia aqui, a linha do Mais Inovação é a nossa linha mais barata, que é a TR, em torno de 2% ao ano, mais os spreads”, acrescentou.

Conteúdo local

O BNDES ainda não definiu qual será o percentual mínimo de conteúdo local exigido dos projetos que pretendam obter financiamento por meio do Fundo Clima. Uma das possibilidades em análise é a adoção de um patamar mínimo de 15%. Segundo Barbosa, há diferentes formas de cumprir essa exigência.

“O conteúdo local começa pequeno e vai crescendo. Há maneiras de cumprir esse conteúdo local com várias atividades. Uma mesma empresa pode cumprir internalizando diferentes atividades. O mercado vai resolver isso. Não precisa, por exemplo, produzir a célula de bateria imediatamente. Tem que montar a bateria aqui até 2028”, exemplificou.