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Previsão de déficit primário em 2026 sobe para R$ 59,016 bilhões no Prisma Fiscal

Estimativa para 2027 também piorou, enquanto projeções para arrecadação federal e despesas do governo central avançaram

Estadao Conteudo 15/06/2026
Previsão de déficit primário em 2026 sobe para R$ 59,016 bilhões no Prisma Fiscal
ECONOMIA

A mediana das projeções do Prisma Fiscal para o déficit primário do governo central em 2026 aumentou de R$ 57.827 bilhões, em abril, para R$ 59.016 bilhões, em junho. Para 2027, a estimativa passou de R$ 47,965 bilhões, em maio, para R$ 54,716 bilhões.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 15, pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. A coleta das informações foi encerrada no 5º dia útil de junho.

O governo negociou com o Congresso medidas para garantir a arrecadação necessária ao fechamento do Orçamento deste ano. No final de 2025, foram aprovados um corte linear nos benefícios tributários e a ampliação da tributação sobre apostas eletrônicas, fintechs e Juros sobre Capital Próprio (JCP).

A norma prevê redução linear dos incentivos fiscais e deve gerar arrecadação superior aos R$ 20 bilhões estimados como necessários para auxiliar no cumprimento da meta fiscal de 2026, que prevê superávit de R$ 34,3 bilhões.

A meta fiscal para este ano é de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), com margem de tolerância de 0,25 ponto porcentual.

DBGG

Os economistas do mercado consultados pela SPE mantiveram uma estimativa para a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) como proporção do Produto Interno Bruto (PIB). A mediana para o fim de 2026 chegou a 83,0% entre maio e junho. Para 2027, a projeção de DBGG/PIB passou de 86,45% para 86,50%.

A estimativa do Prisma Fiscal para o déficit nominal do governo central neste ano também subiu, de R$ 1,052 trilhão para R$ 1,076 trilhão.

A mediana para a arrecadação federal avançou de R$ 3,141 trilhões para R$ 3,156 trilhões em 2026, e de R$ 3,333 trilhões para R$ 3,350 trilhões em 2027. Já a estimativa para a Receita Corrente Líquida (RCL) do governo central passou de R$ 2,560 trilhões para R$ 2,555 trilhões neste ano, e de R$ 2.718 trilhões para R$ 2.723 trilhões no próximo.

A mediana da projeção do Prisma Fiscal para a despesa total do governo central saiu de R$ 2.615 trilhões para R$ 2.619 trilhões em 2026, e de R$ 2.756 trilhões para R$ 2.776 trilhões em 2027.