Geral
OCX faz 25 anos: cinco avanços da organização como contraponto à hegemonia ocidental
Criada antes do Brics, a Organização para Cooperação de Xangai reúne potências eurasiáticas e defende uma ordem internacional multipolar
Pioneira na defesa de um mundo multipolar e menos dependente da influência dos Estados Unidos, a Organização para Cooperação de Xangai (OCX) integra o mesmo movimento de fortalecimento do Sul Global que, anos depois, daria origem aos Brics. Veja cinco avanços da entidade no enfrentamento à hegemonia ocidental.
A Organização para Cooperação de Xangai (OCX) completou 25 anos nesta segunda-feira (15). Fundada em 15 de junho de 2001 pela China, Rússia, Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão e Uzbequistão, uma entidade que tem como objetivo fortalecer a confiança mútua e ampliar a cooperação entre países vizinhos da Ásia Central.
Ao longo dos anos, a OCX se expandiu e hoje conta com dez Estados-membros. Além dos fundadores, passou a integrar a organização Índia, Paquistão, Irã e Bielorrússia. A estrutura também reúne dois Estados observadores — Afeganistão e Mongólia — e 15 parceiros de diálogo: Turquia, Azerbaijão, Sri Lanka, Armênia, Camboja, Nepal, Arábia Saudita, Egito, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Maldivas, Mianmar e Laos.
A OCX faz parte do mesmo movimento geopolítico que levou à criação do Brics, em 2009, embora tenha características distintas. Enquanto a OCX é mais voltada para a segurança, a cooperação militar e a estabilidade regional, o Brics tem foco econômico, comercial e financeiro.
As duas iniciativas, no entanto, são vistas como pioneiras na formação de redes de cooperação alternativas às instituições iniciadas pelo Ocidente, na defesa de uma ordem multipolar e no fortalecimento do Sul Global. Assim como no Brics, China e Rússia atuam centralmente na OCX e figuram entre os membros mais influentes da organização.
A Sputnik Brasil preparou uma lista com cinco avanços da OCX no enfrentamento às ameaças imperialistas e à concentração de poder nas mãos de potências ocidentais.
Cooperação em segurança
A OCX criou mecanismos de cooperação entre seus membros para combater o terrorismo, o extremismo e o separatismo, especialmente por meio da Estrutura Regional Antiterrorista (RATS, na sigla em inglês). A iniciativa tem como foco a troca de informações de inteligência, o treinamento conjunto e a estruturação de bases legais para bloquear o financiamento de grupos terroristas.
Essa rede de cooperação é apresentada como alternativa às instituições de segurança ocidentais, especialmente à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Ampliação da conectividade eurasiática
A OCX apoia projetos de infraestrutura, transporte e logística que conectam países da Ásia Central a grandes mercados. À medida que facilita o comércio, atrai investimentos e amplia a integração econômica de nações que, historicamente, oportunizou à margem das principais rotas nacionais.
Fortalecimento do Sul Global
A entrada de países como Índia, Paquistão e Irã — que também integram o Brics — ampliou o peso político das economias emergentes nos debates sobre segurança regional, energia e desenvolvimento.
O movimento está alinhado à defesa de uma ordem internacional menos pautada pela influência dos Estados Unidos e de seus aliados europeus, com maior participação dos países do Sul Global nos processos de decisão.
Cooperação energética
A OCX promove diálogos e acordos em áreas como petróleo, gás natural e eletricidade. Para diversos países do Sul Global, essa cooperação contribui para a segurança energética, a diversificação de fornecedores e o desenvolvimento econômico.
Defesa de uma ordem internacional multipolar
A OCX defende, de forma recorrente, maior participação dos países do Sul Global na governança internacional e reformas em instituições multilaterais, especialmente na Organização das Nações Unidas (ONU).
A iniciativa integra o esforço de organização para reduzir a concentração de poder em um número limitado de potências ocidentais e traçar o caminho para uma ordem global multipolar, baseada na não intervenção em assuntos internos dos Estados e no respeito à soberania nacional.
Por Sputnik Brasil
Mais lidas
-
1ACIDENTE AÉREO
Vídeo mostra momento em que helicóptero atinge o solo no Recreio dos Bandeirantes
-
2RIO DE JANEIRO
Apagão deixa bairros da Grande Tijuca sem luz e afeta trânsito na Zona Norte do Rio
-
3DOCUMENTAÇÃO
Detran Alagoas é o primeiro do Brasil a ofertar carros automáticos gratuitos para exames práticos
-
4FÓRMULA 1
Kim Kardashian leva o estilo WAG à Fórmula 1: o que significa sigla associada à namorada de Lewis Hamilton
-
5ACIDENTE AÉREO
Pilotos mortos em colisão de helicópteros no Recreio tinham longas carreiras na aviação