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Funcionários relatam à polícia falhas em checagem antes de salto que matou jovem em Limeira

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após ser lançada de uma ponte sem a corda de segurança; caso é investigado como homicídio com dolo eventual

Estadao Conteudo 15/06/2026
Funcionários relatam à polícia falhas em checagem antes de salto que matou jovem em Limeira
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Três funcionários da empresa responsável pelo salto que matou Maria Eduarda Rodrigues de Freitas , de 21 anos, no sábado (13), em Limeira, no interior de São Paulo, foram presas e prestaram depoimento à Polícia Civil. Um jovem praticava o esporte radical conhecido como pular corda quando foi lançado na Ponte do Esqueleto sem a corda de proteção.

Nos depoimentos, divulgados pelo programa Fantástico , da TV Globo, os funcionários afirmaram não se lembrar de quem seria a responsabilidade pela instalação e pela verificação da corda de segurança antes do salto. A empresa cobrava R$ 180 por salto.

"Às vezes a gente, tipo assim, não coloca, outro conferência, outro conferência, outro coloca. Às vezes um faz, o outro vem, vê se tá certo. Era mais ou menos isso", disse Luís Felipe Feliciano Egoroff. Segundo ele, não havia uma divisão de fixação de funções durante os saltos, e a conferência dos equipamentos foi feita de forma compartilhada.

Outro preso, Maicon Fernandes Cintra, também afirmou que não se gravou de ter feito a conferência do equipamento usado pela jovem. Assim como Egoroff, ele disse que participou do processo de verificação antes dos saltos.

Ao Fantástico , o advogado dos três presos, Rafael Gomes dos Santos, declarou que os instrutores estão em estado de choque e não conseguem explicar o que aconteceu. "Eles estão em estado de choque, não conseguem explicar o ocorrido, porque já estão há anos fazendo isso. Nunca houve nenhum evento semelhante", afirmou.

O caso é investigado pela polícia como homicídio com dolo eventual , quando se assume o risco de causar a morte, ainda que não haja intenção direta. Os funcionários presos são os que ergueram e lançaram o jovem da ponte. A polícia também apura o desaparecimento de uma câmera que estaria com Maria Eduarda no momento do salto.