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Mãe lamenta morte de jovem que saltou de ponte sem corda de proteção

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu durante prática de rope jumping; três instrutores tiveram prisão preventiva decretada

Estadao Conteudo 15/06/2026
Mãe lamenta morte de jovem que saltou de ponte sem corda de proteção
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A mãe de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas , de 21 anos, que morreu no sábado, 13, em Limeira, no interior de São Paulo, após ser lançada de uma ponte sem a corda de proteção, se manifestou nas redes sociais após a morte da filha. Em publicação feita no Instagram neste domingo, 14, Valdenia Rodrigues escreveu: “Como está me fazendo sua partida”.

Maria Eduarda participou de uma atividade de esporte radical conhecida como pular corda , modalidade semelhante ao bungee jumping, em que a pessoa salta presa por cordas. O caso ocorreu na trilha da Ponte do Esqueleto.

“Minha filha amada, só hoje eu quis te abraçar mais de mil vezes. Como está me fazendo sua partida. Te amo eternamente, minha princesa. E muito obrigada por fazer parte da minha vida durante esses 21 anos. Que honra foi ouvir você me chamar de mãe.

A corda que deveria estar presa ao corpo de Maria Eduarda teria sido esquecida no chão. Em um vídeo que circula nas redes sociais, é possível ver o momento que antecede a queda. A vítima aparece sendo apoiada, de bruços, por dois instrutores, enquanto um terceiro acompanha a ação. Pouco antes de um jovem ser lançado, uma pessoa que não aparece nas imagens pergunta: "É a corda, né?".

Após Maria Eduarda ser lançada da ponte, uma pessoa que gravou o vídeo gritando: "Gente, a corda!". Em seguida, a testemunha filma o equipamento de proteção que está escondido no chão.

No bungee jump, a corda é presa aos pés da pessoa e provoca um movimento conhecido como "efeito ioiô". Já no salto à corda, o participante é preso por cordas na cintura e no peitoral, permanecendo em posição semelhante à de quem está sentado durante o salto.

Na manhã de sábado, antes da atividade, Maria Eduarda publicou uma sequência de stories mostrando pulseiras de identificação e o local do salto. "Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?", escreveu em tom de brincadeira.

A investigação do caso

Seis pessoas foram conduzidas ao Distrito Policial de Limeira para prestar esclarecimentos. Três delas ocupadas detidas. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), os suspeitos têm 27, 32 e 42 anos e foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual, quando não há intenção direta de matar, mas se assumem o risco.

Neste domingo, 14, a Justiça converteu em preventiva a prisão de três detidos em flagrante. A prisão preventiva não tem prazo determinado e pode ser mantida enquanto as autoridades judiciárias considerarem necessário.

De acordo com a SSP, as investigações continuam para apurar as conclusões da morte e eventuais responsabilidades.