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Reino Unido proibirá menores de 16 anos de acessar redes sociais a partir de 2027
Medida deve atingir plataformas como TikTok, YouTube, Instagram, Facebook, Snapchat e X; empresas poderão ser multadas
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer , anunciou nesta segunda-feira, 15, a concessão do uso de redes sociais para menores de 16 anos. A medida, prevista para entrar em vigor no início de 2027, deve atingir plataformas como TikTok, YouTube, Instagram, Facebook, Snapchat e X.
A integra um movimento internacional voltado para a ampliação da proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. Segundo Starmer, o objetivo é reduzir a exposição de jovens ao conteúdo e ao excesso de tempo de tela.
O primeiro-ministro afirmou acreditar que a regra poderá ser aplicada de forma eficaz, embora reconheça que alguns adolescentes podem tentar contorná-la.
O modelo seguirá o adotado pela Austrália, primeiro país a proibir menores de 16 anos de manter contas em redes sociais.
As empresas que não adotarem medidas razoáveis para impedir o acesso a menores poderão enfrentar multas milionárias.
O governo britânico ressaltou que a fiscalização terá como alvo as plataformas, e não os usuários. Serviços como WhatsApp, Signal e YouTube Kids ficarão fora das restrições.
Starmer também afirmou que pretende ampliar a proteção de crianças em plataformas de jogos e esportivas ao vivo, com medidas para impedir contatos de desconhecidos com menores. O governo avalia ainda ações adicionais, como limites de uso noturno e noturno na rolagem infinita para adolescentes.
A decisão foi tomada após uma consulta pública que recebeu 116 mil contribuições. De acordo com o governo, mais de 90% dos participantes apoiaram a desclassificação.
A medida, no entanto, enfrenta resistência de empresas de tecnologia. YouTube e Meta alertaram que uma suspensão ampla pode levar adolescentes a migrar para ambientes online menos seguros e sem supervisão.
Os críticos também argumentam que a verificação de idade é difícil de implementar e não resolve o problema central, que seria o funcionamento dos algoritmos responsáveis por recomendação de conteúdo contratado.
A iniciativa também pode ampliar com os Estados Unidos. Em comunicado, a Embaixada norte-americana em Londres afirmou que as regulamentações do setor devem ser limitadas e respeitar garantias de liberdade de expressão, além de evitar encargos excessivos para empresas de tecnologia dos EUA.
Starmer disse que pretende discutir o tema com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula do G7 na França. Fonte: Associated Press.
Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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