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Vance diz que acordo com Irã dará aos EUA poder de fiscalização nuclear

Vice-presidente americano afirma que entendimento prevê verificação em duas etapas, mas ainda depende de concessões de Teerã

Estadao Conteudo 15/06/2026
Vance diz que acordo com Irã dará aos EUA poder de fiscalização nuclear
- Foto: AP Photo/Jacquelyn Martin

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou nesta segunda-feira que o acordo em negociação entre Washington e Teerã dará aos americanos poder de fiscalização sobre o programa nuclear iraniano e incluirá um mecanismo de verificação em duas etapas. Segundo ele, no entanto, ainda há pontos pendentes nas tratativas.

Em entrevista à CNBC, Vance disse que o entendimento representa um avanço importante para o monitoramento das atividades nucleares do Irã. "O acordo dá aos EUA poder de fiscalização sobre o programa nuclear iraniano", declarou.

De acordo com o vice-presidente, o texto final ainda depende de definições adicionais, e será necessário observar "até onde Teerã estará disposta a fazer concessões".

Vance informou que o governo americano espera divulgar o texto do acordo ainda nesta semana. Ele também disse que a cerimônia de assinatura, prevista para sexta-feira, deverá reunir representantes de "todo o espectro" do poder iraniano, incluindo integrantes do governo, das Forças Armadas e da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês).

O vice-presidente afirmou ainda que já há sinais de normalização no Estreito de Ormuz após o anúncio do entendimento entre Estados Unidos e Irã. Segundo ele, o tráfego marítimo na região está aumentando, e a expectativa de Washington é que a rota permaneça aberta de forma duradoura. "Esperamos que o Estreito de Ormuz permaneça aberto e sem cobrança de pedágio no longo prazo", afirmou.

Questionado sobre a reação de Israel ao acordo, Vance disse que há setores no país favoráveis ao entendimento. Ele ressaltou que o aliado americano continuará participando das discussões sobre a reorganização geopolítica da região. "Certamente Israel terá um lugar à mesa no novo Oriente Médio", declarou.