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Dólar recua ante o real com acordo EUA-Irã, mas queda do petróleo limita baixa

Moeda norte-americana acompanha otimismo global, enquanto alerta de Israel e piora no Focus reduzem força do movimento

Estadao Conteudo 15/06/2026
Dólar recua ante o real com acordo EUA-Irã, mas queda do petróleo limita baixa
Dólar - Foto: Reprodução

O dólar opera em baixa no mercado à vista no fim da primeira hora de negócios desta segunda-feira (15), cotado na casa de R$ 5,03. O movimento acompanha a desvalorização global da moeda norte-americana e a queda dos juros dos Tesouros, num ambiente de maior otimismo com o acordo provisório entre os Estados Unidos e o Irão.

Apesar do recuo, a divisão impediu parte das perdas ao longo da manhã e chegou a testar a máxima intradiária de R$ 5,0614, praticamente estável. Mais cedo, havia atingido um mínimo de R$ 5,0324, queda de 0,57%.

A baixa do dólar ante o real perdeu força diante da forte queda do petróleo. O Brent recuava quase 5%, a US$ 83,05 o barril, em meio às expectativas de reabertura do Estreito de Ormuz. O movimento pesa sobre os termos de troca do Brasil, exportação líquida de commodities.

Também permanecerá no radar dos mercados o alerta das autoridades israelenses de que Israel não deixará territórios ocupados após o acordo entre EUA e Irã. Segundo essas autoridades, permanecerão tropas por tempo indeterminado no Líbano, na Síria e em Gaza.

A imprensa israelense informou ainda que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o país não aceitará restrições contra o Hezbollah nem deixará o Líbano.

No Brasil, as expectativas para inflação e juros pioraram no boletim Focus divulgado nesta segunda-feira. A mediana do IPCA de 2026 subiu de 5,11% para 5,30%, acima do teto da meta. As projeções para 2027 e 2028 avançaram de 4,03% para 4,10% e de 3,65% para 3,68%, respectivamente. Para 2029, a estimativa é de 3,50%.

Para a Selic, o mercado eleva as projeções para o fim de 2026, de 13,50% para 13,75%; de 2027, de 11,50% para 12%; e de 2028, de 10% para 10,25%. A estimativa para 2029 foi mantida em 10%. A previsão para o PIB de 2026 passou de 1,91% para 1,96%, enquanto o dólar projetado foi projetado para R$ 5,20 em 2026 e R$ 5,25 em 2027.

No campo fiscal, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo vetará propostas aprovadas pelo Congresso que violem as regras fiscais. Caso os vetos sejam derrubados, o Executivo acionará o Supremo Tribunal Federal (STF).

No exterior, a OCDE informou que o PIB do G20 ficou estável em 0,7% no primeiro trimestre de 2026 ante o trimestre anterior, refletindo desempenho conjunto entre as maiores economias do mundo. A maioria dos países registrou atraso no crescimento, com destaque para Coreia do Sul e Brasil.

A Fitch reafirmou o rating da China em “A” , com perspectiva estável, citando crescimento resiliente, força no comércio global e contas externas sólidas. A agência projetou expansão de 4,6% do PIB chinês em 2026, após alta de 5% em 2025, ritmo acima da média de países com a mesma nota de crédito. Como contraponto, alertou para desafios fiscais, com déficits elevados e aumento da dívida pública.