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Justiça decreta prisão preventiva de três suspeitos por morte de jovem em salto sem corda

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu ao ser lançada de uma altura de 40 metros sem estar conectada aos equipamentos de segurança

Estadao Conteudo 14/06/2026
Justiça decreta prisão preventiva de três suspeitos por morte de jovem em salto sem corda
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Justiça decretou a prisão preventiva de três homens suspeitos de envolvimento na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas , de 21 anos, ocorrida no sábado, 13, em Limeira (SP). Um jovem morreu após ser lançado de uma altura de 40 metros durante a prática de salto com corda, modalidade de salto com corda, na Ponte do Esqueleto. Segundo a investigação, ela não foi devidamente conectada aos equipamentos de segurança.

A prisão preventiva não tem prazo determinado e pode ser mantida enquanto as autoridades judiciárias considerarem necessário. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, as investigações seguem para apurar as situações da morte e eventuais responsabilidades.

Os três homens, de 27, 32 e 42 anos, foram presos em flagrante no sábado (13) e indiciados pela Polícia Civil por homicídio com dolo eventual — quando não há intenção direta de matar, mas se assume o risco de resultado.

Além deles, outros dois homens e uma mulher constam no boletim de ocorrência como investigados. Eles foram ouvidos pela polícia e liberados em seguida porque, conforme o registro, inicialmente não havia alegações de participação direta nos fatos que resultaram na morte da jovem.

A corda que deveria estar presa ao corpo de Maria Eduarda teria sido esquecida no chão. Em vídeos gravados por pessoas que acompanhavam a atividade e publicados nas redes sociais, é possível ver três homens carregando um jovem.

Após ela ser erguida, um dos homens fica atrás, observando, enquanto os outros dois seguem por uma estrutura metálica. A corda aparece enrolada no chão, atrás deles. Quando Maria Eduarda é lançada, pessoas que aguardavam o salto perceberam a ausência do equipamento e se desesperaram. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas constatou parada cardiorrespiratória e óbito no local.

Na manhã de sábado, 13, Maria Eduarda publicou uma sequência de stories no Instagram, nos quais mostraram pulseiras de identificação e o local da atividade. Ainda segundo o boletim de ocorrência, ela portava uma câmera acoplada ao corpo para filmar o salto. Policiais fizeram buscas na área, mas não conseguiram localizar o equipamento.

Atividade era realizada por empresas privadas

Os instrutores que aparecem nas imagens usavam camisas com os nomes das empresas Entre Cordas e Ih Voei. As contas no Instagram das duas empresas não estão mais disponíveis. Juntas, elas reuniram cerca de 100 mil seguidores.

Os saltos, inclusive com crianças, foram registrados e compartilhados nas redes sociais. Em dezembro de 2025, o salto com a Entre Cordas custou R$ 130.

Prefeitura acusa governo federal de omissão

A Prefeitura de Limeira afirmou que vai processar o governo federal por omissão. Em nota, a gestão municipal disse que vinha adotando medidas administrativas e cobrando exceções dos órgãos federais desde o início de 2025. Por meio da Câmara Municipal, o município afirma ter encaminhado ofícios solicitando medidas de segurança.

No comunicado, a prefeitura declarou que a tragédia “torna insustentável e inaceitável a continuidade dessa missão”. A gestão municipal também informou que garantiu apoio à Polícia Civil no curso das investigações e manifestou solidariedade aos familiares e amigos da vítima.

Ao Estadão, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), afirmou que a ponte “pertencia a trecho não implantado do ramal da RFFSA entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de propriedades particulares” e que “a transferência patrimonial para a superintendência da SPU de São Paulo foi finalizada em março de 2026”.

O órgão informou ainda que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.