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Oposição contesta vitória de Pashinyan e declara eleições ilegítimas na Armênia
Partidos opositores alegam violações sistêmicas, uso de recursos administrativos e perseguição política durante o processo eleitoral
As forças políticas de oposição na Armênia contestaram os resultados das eleições parlamentares realizadas em 7 de junho e afirmaram que o pleito ocorreu sob condições que colocam em dúvida seu caráter livre, justo e competitivo.
Seis forças políticas de oposição discutiram, neste domingo (14), uma declaração conjunta contra os resultados da votação, que confirmou a vitória do primeiro-ministro Nikol Pashinyan.
Entre os grupos citados estão os blocos Armênia Forte, liderados pelo empresário Samvel Karapetyan; Armênia, liderada pelo ex-presidente Robert Kocharyan; o Partido Armênia Próspera; o Congresso Nacional Armênio; e o Polo Nacional Democrático.
Na declaração, os signatários afirmaram que as eleições parlamentares foram realizadas em um ambiente marcado por irregularidades, o que, segundo eles, comprometeu a livre manifestação da vontade popular. Em Yerevan, capital do país, os manifestantes foram às ruas em apoio aos opositores.
"Ao longo de todo o processo eleitoral, incluindo o período pré-eleitoral e o dia da eleição, foram exibidas sistêmicas e organizadas que tiveram impacto significativo na livre expressão da vontade dos participantes, na garantia de igualdade de condições na competição política e na confiança pública nas instituições eleitorais. A administração atual cometeu claras dos princípios da lei eleitoral", diz o documento.
O texto menciona, em particular, o suposto uso em larga escala de recursos administrativos, perseguição política a opositores, prisões, interferência direcionada às atividades das sedes de oposição e abuso de recursos de informação e propaganda.
"Os dados oficiais das eleições não refletem a verdadeira vontade do povo. Nessas situações, os resultados registrados não podem servir de base para a formação de um governo legítimo que goze da confiança da maioria da população. Toda a responsabilidade por qualquer agravamento da situação no país recai sobre o primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan, e sua administração", afirma a declaração.
As forças de oposição também declararam que continuarão atuando exclusivamente dentro da Constituição, das leis e dos princípios democráticos, com o objetivo de defender o direito dos cidadãos à liberdade de expressão e os valores fundamentais do Estado armênio e da democracia.
Por Sputnik Brasil
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