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Especialista aponta declínio democrático no Peru em meio à indefinição eleitoral

Apuração do segundo turno ainda não foi concluída, e diferença entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez é inferior a 1%

Sputnik Brasil 14/06/2026
Especialista aponta declínio democrático no Peru em meio à indefinição eleitoral
Eleitores peruanos aguardam conclusão da apuração do segundo turno presidencial - Foto: © AP Photo / Martin Mejia

O segundo turno das eleições presidenciais no Peru ainda não tem um resultado definido, cenário que aprofunda a crise política no país, avaliou o analista e advogado Juan de la Puente em entrevista à mídia local.

“Esta é uma crise que, em seu estágio mais complexo, surgiu em 2016. Agora estamos em 2026; já são dez anos dessa crise. Provavelmente teremos mais dez ou 12 anos [nessa situação]”, afirmou De la Puente.

Segundo o especialista, os sinais de enfraquecimento institucional se tornaram mais evidentes nos últimos anos. “Os sinais de declínio democrático perderam o elemento de dissimulação. Em outras palavras, tornaram-se evidentes”, disse, ao comentar os problemas políticos registrados desde a presidência de Dina Boluarte.

À mesma emissora, o especialista Juan Carlos Ubilluz avaliou que a população peruana enfrenta um forte dilema, influenciado pelo histórico político recente do país.

Enquanto isso, prossegue a digitalização dos registros eleitorais. De acordo com o Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE, na sigla em espanhol), a apuração ainda não chegou a 100%.

No momento, Keiko Fujimori, do partido Fuerza Popular, aparece à frente na contagem. A diferença para Roberto Sánchez, candidato do Juntos por el Perú, no entanto, é inferior a 1%.

O segundo turno das eleições presidenciais foi realizado no Peru em 7 de junho. A contagem dos votos segue em andamento.

Por Sputnik Brasil