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Patrocínios de estatais sob Lula crescem R$ 540 milhões em 2025, diz mídia
Alta de 53% eleva carteira a R$ 1,6 bilhão, puxada por Caixa, Petrobras, Banco do Brasil e BNDES; esporte concentra principais contratos
Estatais ampliaram em R$ 540 milhões os patrocínios firmados para 2025, elevando a carteira a R$ 1,6 bilhão — alta de 53% puxada por Caixa, Petrobras, Banco do Brasil e BNDES. O avanço, concentrado principalmente no esporte, é defendido pelas empresas e tem respaldo público do presidente Lula.
As estatais, no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ampliaram de forma expressiva seus contratos de patrocínio em 2025. Ao todo, os novos acordos somam R$ 1,6 bilhão, o que representa aumento de 52,5% em relação ao ano anterior, já descontada a inflação.
O crescimento foi puxado sobretudo pela Caixa Econômica Federal, que adicionou R$ 277,4 milhões em contratos. Já o BNDES registrou a maior alta proporcional, multiplicando por 15 o volume contratado em 2024.
De acordo com reportagem publicada por um jornal de grande circulação nacional, os números reforçam uma tendência identificada no ano passado, quando os patrocínios voltaram a crescer na gestão Lula após terem sido reduzidos durante o governo de Jair Bolsonaro.
Entre as quatro estatais de maior faturamento, a Caixa liderou a carteira de patrocínios, com R$ 652,1 milhões em contratos. Em seguida aparecem Petrobras, com R$ 527,7 milhões; Banco do Brasil, com R$ 289,2 milhões; e BNDES, com R$ 99,3 milhões.
Questionado sobre o tema, o Palácio do Planalto informou à imprensa que as decisões sobre patrocínios cabem às próprias empresas. As estatais, por sua vez, defenderam a expansão dos investimentos.
Lula tem defendido publicamente que as empresas públicas ampliem o apoio ao esporte, especialmente a atletas e modalidades de menor visibilidade. Em 2024, o presidente cobrou maior participação das estatais no financiamento do esporte olímpico e paralímpico, afirmando que o foco não deve se restringir a equipes já consagradas.
Os maiores contratos de 2025 refletem essa orientação. A Caixa firmou R$ 160 milhões com o Comitê Paralímpico Brasileiro, R$ 90 milhões com a Confederação Brasileira de Atletismo e R$ 80 milhões com a Confederação Brasileira de Ginástica. O BNDES assinou contrato de R$ 60 milhões com a Confederação Brasileira de Judô, valor que será pago ao longo de quatro anos. O anúncio do patrocínio paralímpico contou com a presença de Lula em cerimônia realizada em São Paulo.
Além do esporte, as estatais também ampliaram apoios culturais e regionais. A Caixa, por exemplo, reforçou patrocínios a festas de São João após a chegada de Carlos Vieira ao comando do banco, indicado por parlamentares do centrão nordestino. Mesmo nesses casos, contratos acima de R$ 200 mil precisam passar por comitê consultivo e pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).
Segundo a reportagem, as empresas afirmam que os patrocínios seguem critérios técnicos e estratégicos. A Caixa diz que a alta decorre de contratos plurianuais registrados integralmente no ano da assinatura. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) afirma que retomou projetos após paralisação entre 2020 e 2022, com o objetivo de recuperar protagonismo no desenvolvimento social. A Petrobras declara que ampliou patrocínios para fortalecer sua imagem e contribuir para o desenvolvimento econômico e social.
O Banco do Brasil, por sua vez, sustenta que a expansão dos contratos reflete a estratégia de fortalecer a marca e ampliar a conexão com diferentes públicos. Segundo a instituição, os investimentos seguem critérios mercadológicos e estão alinhados ao planejamento estratégico e às diretrizes de marketing e comunicação.
Por Sputnik Brasil
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