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Presidente cubano anuncia medidas após EUA ampliarem cerco contra estatal de petróleo

Miguel Díaz-Canel informou pacote para dinamizar a economia, com foco em produção, autonomia local, comércio exterior e energias renováveis

Estadao Conteudo 13/06/2026
Presidente cubano anuncia medidas após EUA ampliarem cerco contra estatal de petróleo
Miguel Díaz-Canel - Foto: © ANSA/EPA

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, anunciou, em entrevista à imprensa do país na última sexta-feira (12), que o governo prepara novas medidas para dinamizar a economia em meio ao agravamento das sanções impostas pelos Estados Unidos.

O pacote de ações inclui ajustes no modelo de gestão econômica, com combinação de incentivos, maior autonomia para municípios e empresas estatais, além de redução do aparato burocrático.

As medidas priorizam a soberania alimentar e o estímulo à produção, a facilitação do comércio exterior e dos investimentos — inclusive de cubanos que vivem no exterior —, além do avanço em energias renováveis e mobilidade elétrica. Também estão previstas mudanças fiscais e monetárias para evitar o financiamento de ineficiências e substituir, de forma gradual, subsídios a produtos por apoio direcionado a pessoas em situação de vulnerabilidade.

O anúncio ocorreu um dia depois de o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês), do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, ampliar o cerco contra a ilha ao incluir a empresa estatal cubana Unión Cuba-Petróleo (Cupec) na Lista de Nacionais Especialmente Designados.

“Enquanto o povo cubano sofre com a escassez de combustível e apagões devido a décadas de subinvestimento em infraestrutura essencial, os líderes comunistas de Cuba têm desviado recursos energéticos para encher seus próprios bolsos”, afirmou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, na quinta-feira (11), sem apresentar provas.

Rubio declarou ainda que o governo Trump continuará mirando a capacidade de Cuba de utilizar o comércio de energia, sob a justificativa de combater o que chamou de “agenda corrupta” e o “aparato de segurança repressivo” do país.