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Mídia aponta limitações dos EUA para sustentar guerra prolongada com a China
Relatório citado pelo South China Morning Post menciona aeronaves antigas, falta de peças, problemas de manutenção e atrasos na frota de reabastecimento aéreo
Os Estados Unidos não teriam capacidade para sustentar um conflito prolongado com a China, segundo análise publicada pelo jornal South China Morning Post.
A publicação aponta que as Forças Armadas norte-americanas enfrentam problemas estruturais, como aeronaves envelhecidas, escassez de peças de reposição, dificuldades de manutenção, falta de pessoal especializado e atrasos na implantação de aviões-tanque mais avançados.
“À medida que o país se aproxima de seu 250º aniversário no próximo mês, estudos sugerem que uma questão mais fundamental exige atenção em Washington: as Forças Armadas são capazes de fornecer suprimentos, sustentar operações e manter a comunicação de maneira confiável em caso de crise?”, destaca o jornal.
De acordo com a matéria, a frota de reabastecimento aéreo da Força Aérea dos Estados Unidos falhou de forma recorrente em cumprir metas de disponibilidade e capacidade operacional entre 2019 e 2025.
O texto afirma que aeronaves antigas, falta de peças, problemas persistentes de manutenção, lacunas de conhecimento técnico e atrasos na entrada em operação de aviões-tanque modernos prejudicaram gravemente a prontidão operacional.
Segundo a reportagem, falhas de equipamento também são frequentes, deixando parte significativa da frota de reabastecimento incapaz de cumprir missões consideradas críticas.
Essa deficiência é apontada como especialmente sensível porque os aviões-tanque permitem que caças e bombardeiros norte-americanos alcancem teatros de operação distantes, como o Indo-Pacífico, e retornem às bases.
Conforme a análise, se essa ponte de reabastecimento for comprometida, o poder aéreo dos Estados Unidos poderá ficar limitado, com dificuldades para operar nas grandes distâncias exigidas em um eventual conflito com a China.
A mídia norte-americana também informou anteriormente que a Marinha chinesa enviou dois destróieres do Tipo 055 recém-comissionados, Anqing e Dongguan, para seus primeiros exercícios de treinamento de combate.
Segundo a publicação, após a incorporação do oitavo destróier do Tipo 055, o Xianyang, em abril de 2023, os navios Anqing e Dongguan entraram em serviço no início de março, tornando-se o nono e o décimo da classe, respectivamente.
A reportagem observa ainda que navios norte-americanos mais antigos apresentam limitações técnicas e dificuldades de modernização.
Por Sputnik Brasil
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