Geral
São Paulo descarta segundo caso suspeito de ebola no ano
Paciente brasileira, de 31 anos, segue internada no Instituto Emílio Ribas, com evolução clínica favorável
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES) descartou, nesta sexta-feira (12), o segundo caso suspeito de ebola registrado no Estado neste ano. A confirmação ocorreu após análises laboratoriais realizadas pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL).
A paciente é brasileira, tem 31 anos e relatou ter viajado a trabalho para a província de Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo. Ela retornou ao Brasil no último sábado (6) e passou a apresentar sintomas como diarreia e febre na terça-feira (9).
A mulher procurou atendimento em um hospital particular da capital paulista e, posteriormente, foi transferida para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER), referência nacional para casos suspeitos ou confirmados da doença. Segundo a secretaria, ela permanece internada no IIER, com evolução clínica favorável, e recebe tratamento para gastroenterocolite aguda.
A SES informou que iniciou a investigação por meio da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e do Centro de Vigilância Epidemiológica Professor Alexandre Vranjac (CVE-SP). A apuração foi aberta porque a paciente se enquadrava nos critérios de definição de caso suspeito, em razão do histórico de viagem a país com áreas de transmissão da doença e dos sintomas apresentados.
No início do mês, São Paulo já havia descartado o primeiro caso suspeito de ebola deste ano. O paciente era um congolês de 37 anos. Na ocasião, exames realizados pelo IAL detectaram Neisseria meningitidis, bactéria causadora da meningite meningocócica.
A pasta afirmou que intensificou as ações de vigilância epidemiológica após o registro do primeiro caso suspeito. Entre as medidas estão a realização de treinamento online para profissionais de saúde e a atualização da Nota Informativa Conjunta sobre o vírus.
“A atualização do documento reitera que o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul permanece classificado como muito baixo”, informou a secretaria.
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