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Keiko abre vantagem mínima no Peru; Sánchez pede anulação de 2,4 mil seções
Com 98,26% das urnas apuradas, diferença entre os candidatos é de 1.303 votos; partidos acionam a Justiça Eleitoral
A candidata de direita Keiko Fujimori abriu uma vantagem de apenas 0,008 ponto percentual sobre o candidato de esquerda Roberto Sánchez na manhã desta sexta-feira, 12, na apuração oficial do segundo turno da eleição presidencial no Peru.
Com 98,26% das urnas apuradas, Keiko aparecia com 50,004% dos votos, contra 49,996% de Sánchez, segundo dados do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE, na sigla em espanhol). Em números absolutos, a diferença era de 1.303 votos.
De acordo com o jornal peruano El Comercio , o partido de Sánchez, Juntos pelo Peru (JP), apresentou recurso para invalidar 2,4 mil seleções eleitorais. Desse total, 1.751 ficam no Peru e 649 nos Estados Unidos. Na maior parte delas, Keiko foi a mais votada.
A ação referente aos eleitores eleitorais no Peru foi apresentada pelo representante legal do JP, Carlos Zafra Flores, ao Júri Eleitoral Especial (JEE) de Lima Centro 1. O pedido foi feito por meio de carta oficial, após a identificação de supostos "padrões de seleção exatas" nesses locais.
Na petição, à medida que o El Comercio teve acesso, Flores solicita que "a contagem de votos das referidas eleições eleitorais seja declarada nula e sem efeito", alegando a existência de "evidências graves, consistentes e sistemáticas de fraude eleitoral".
Segundo o representante do JP, o problema estaria na "repetição idêntica e inverossímil de votações a favor da organização política Força Popular (FP) dentro de um mesmo local de votação, o que fere o princípio da espontaneidade e da pureza do sufrágio".
“Após analisar o processamento das atas de apuração do segundo turno das eleições gerais de 2026, foi identificado um padrão de votação idêntica que desafia toda probabilidade matemática e que indica uma adulteração sistemática e coordenada no preenchimento das atas de apuração”, acrescentou Flores.
Já os recursos contra eleitores eleitorais nos Estados Unidos foram apresentados ao JEE de Lima Centro 2, por meio de três cartas oficiais: uma referente a 647 locais e outras duas relacionadas a seleções eleitorais no Estado da Carolina do Norte.
O analista político Luis Nunes afirmou ao jornal peruano que, considerando uma média de 250 votos por seção eleitoral, há cerca de 600 mil votos em disputa.
O chefe dos fiscais da Força Popular, Luis Dyer, declarou que "se alguém entrar com um pedido de anulação, deve apresentar provas" e afirmou confiar no trabalho do departamento jurídico do partido.
Sánchez ainda não comentou oficialmente o caso. Keiko, por sua vez, disse a jornalistas que não vê "fundamentos para a anulação", mas percebeu que o partido adversário tem "o direito de fazê-lo".
Ainda segundo o El Comercio , a Força Popular também apresentou recursos para anular 7.014 votos na cidade de Puno. Desse total, 5.932 foram para Sánchez e 715 para Keiko. Os demais foram registrados como nulos ou inválidos.
O partido argumentou que alguns "funcionários devidamente credenciados para exercer funções de fiscalização eleitoral na referida seção eleitoral foram impedidos de entrar na sala".
“Ocorreram eventos graves que afetaram a transparência, a legalidade e a aprovação da votação, enquadrando-se nos motivos para anulação relacionados à fraude, intimidação ou outros atos que comprometeram a regularidade do processo eleitoral”, afirmou o Força Popular.
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