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Irã reduz otimismo sobre acordo com EUA e dólar passa a subir; IPCA fica no radar
Moeda americana reverteu queda inicial com ajuste nos Treasuries, petróleo e cautela diante da inflação brasileira acima da mediana do mercado.
O dólar entrou na sessão desta sexta-feira, 12, em queda, acompanhando o movimento no exterior, mas passou a subir à medida que o petróleo prejudicial perdas e o índice DXY, que mede a moeda americana ante pares fortes, perdeu força. A mudança ocorreu após os rendimentos dos Tesouros virarem para alta.
O ajuste nos mercados ocorreu depois que a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que um possível memorando de entendimento com os Estados Unidos ainda não recebeu aprovação final. A declaração esfriou parte do otimismo em torno de um acordo sinalizado pelo presidente americano, Donald Trump.
A curva de juros no Brasil também corresponde ao IPCA de maio , que ficou acima da média das projeções do mercado.
Segundo Teerã, o texto de 14 pontos segue em análise, sem concessões sobre o Estreito de Ormuz. O governo iraniano também rejeitou novas mudanças sugeridas por Washington. O Ministério das Relações Exteriores do Irã reforçou que ainda não há decisão final sobre o acordo.
No Brasil, o IPCA desacelerou para 0,58% em maio, após alta de 0,67% em abril. O resultado veio acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que indicava ventosas para 0,55% no período.
No acumulado do ano, a inflação chegou a 3,20%. Em 12 meses, os táxons ficaram em 4,72% até maio, ante 4,39% registrados até abril.
Na Europa, o dirigente do Banco Central Europeu (BCE) e presidente do Banco da França, Emmanuel Moulin, defendeu uma alta dos juros para 2,25%. Segundo ele, a medida é necessária para conter os efeitos inflacionários da guerra no Golfo Pérsico.
Moulin afirmou que a elevação dos preços da energia já começa a atingir outros segmentos da economia e ressaltou que o BCE seguirá dependente dos dados para definir os próximos passos da política monetária.
Nos Estados Unidos, o IPO da SpaceX, avaliado em US$ 75 bilhões e considerado o maior da história, estreia nesta sexta-feira na Nasdaq, com a meta de alcançar valor de mercado de US$ 1,75 trilhão.
Após analisar o prospecto de 458 páginas, uma inteligência artificial da BridgeWise concluiu que a Starlink é, atualmente, o único segmento lucrativo da empresa.
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