Geral

Países asiáticos ampliam influência global com soft power

Produções culturais, idiomas e novas narrativas ajudam nações da Ásia a romper barreiras históricas e disputar espaço no campo simbólico

Sputnik Brasil 11/06/2026
Países asiáticos ampliam influência global com soft power
Produções asiáticas ampliam influência cultural e aproximam públicos de novas perspectivas globais - Foto: © telegram SputnikBrasil

Com o avanço das tecnologias digitais, países asiáticos passaram a reunir mais condições para superar narrativas e representações historicamente construídas pelo Ocidente. Nesse processo, têm registrado suas trajetórias a partir das próprias perspectivas, interesses e experiências.

À Sputnik Brasil, o professor de história da Ásia Emiliano Unzer, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), afirma que essas nações projetam seu soft power por meio de elementos culturais e linguísticos, alcançando campos distintos daqueles associados ao hard power.

“Você consegue transpor barreiras, não necessariamente por aviões nem por sanções econômicas. E nisso você consegue ter uma espécie de competição pelo campo afetivo, campo cognitivo, que as pessoas começam a receber e começam a processar”, afirmou.

A chegada de novas produções ampliou as opções de entretenimento e apresentou ao público perspectivas diferentes das oferecidas pelas obras ocidentais, especialmente em relação ao conteúdo, avalia Mayara Araújo, professora da Universidade de Estudos Internacionais de Zhejiang.

A especialista cita a Coreia do Sul como exemplo desse movimento. Além dela, outros mercados que vêm ganhando destaque no cenário internacional são o chinês e o indiano.

“A gente tem procurado um consumo mais diverso e tem se adaptado a ver novos corpos, principalmente em termos de audiovisualidade”, destacou Mayara.

Para Unzer, a aproximação cultural tem impacto direto nas relações internacionais. “Quando você começa a ter proximidade maior com a familiaridade, com a história, com a cultura, com a língua, você já quebra uma das barreiras mais difíceis na diplomacia, que é o distanciamento, o estranhamento”, concluiu.

Por Sputnik Brasil