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Trump recua após ameaça de ataque e diz que Irã aceitou termos de negociação
Presidente dos EUA afirmou ter cancelado bombardeios previstos para esta quinta-feira; Teerã ainda não confirmou aprovação do acordo
Horas depois de ameaçar atacar o Irã “com muita força”, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira, 11, que autoridades iranianas aprovaram os termos para a negociação de um acordo.
“Tendo em vista que as negociações com a República Islâmica do Irã foram levadas ao mais alto nível da liderança iraniana e aprovadas, eu, na qualidade de presidente dos EUA, cancelei os ataques aéreos e bombardeios programados contra o Irã para esta noite”, escreveu Trump em publicação na Truth Social.
Até o momento, o Irã não confirmou a aprovação do acordo.
Segundo Trump, “as negociações e os pontos finais foram aprovados, tanto em termos conceituais quanto em detalhes, por todas as partes envolvidas, incluindo os EUA, Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Turquia, Paquistão, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Egito e outros”.
O republicano acrescentou que o bloqueio naval permanecerá em vigor até que o acordo seja finalizado. Ainda de acordo com ele, a data e o local da assinatura serão anunciados em breve.
Menos de seis horas antes, Trump havia dito que atacaria o Irã “com muita força” ainda na noite desta quinta-feira.
“Em algum momento em um futuro não muito distante, tomaremos a Ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controle total de seus mercados de petróleo e gás, assim como fizemos com a Venezuela, o que está funcionando brilhantemente tanto para a Venezuela quanto para os EUA”, afirmou.
Teerã e Washington negociam há três meses um acordo para pôr fim à guerra, mas enfrentam dificuldades para chegar a um consenso. Os países estavam em cessar-fogo desde 8 de abril, mas os EUA retomaram os ataques contra o território iraniano na última semana.
Em meio ao aumento da tensão, a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA, na sigla em inglês) confirmou nesta quinta-feira o fechamento do Estreito de Ormuz. A agência foi criada por Teerã no mês passado para administrar e regulamentar o tráfego marítimo na região.
“Em razão das tensões provocadas pelas forças agressoras dos EUA na região e do comunicado emitido pelas Forças Armadas do Irã na noite passada, o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até novo aviso”, afirmou a PGSA em publicação no X.
“Solicitamos aos requerentes que já receberam autorização de passagem que sejam pacientes e aguardem as próximas orientações da PGSA.”
Pouco antes das ameaças de Trump, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou que a trégua no conflito no Oriente Médio não representa um cessar-fogo efetivo, mas sim um “fogo de menor intensidade”.
“Esta semana trouxe ataques mais amplos e uma nova deterioração, em que o cessar-fogo se assemelha mais a um fogo de menor intensidade”, disse Guterres. “Não devemos minimizar o risco de esse fogo de menor intensidade se transformar em um conflito em grande escala.”
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