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Ministro da Defesa do Reino Unido renuncia e critica governo por baixo investimento militar

John Healey afirmou que plano de gastos fica aquém do necessário diante de ameaças crescentes; saída amplia pressão sobre Keir Starmer

Estadao Conteudo 11/06/2026
Ministro da Defesa do Reino Unido renuncia e critica governo por baixo investimento militar
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey, renunciou inesperadamente nesta quinta-feira (11), ao afirmar que o governo não está disposto a destinar recursos suficientes às Forças Armadas em um momento de “ameaças crescentes”.

A saída representa mais um revés para o primeiro-ministro Keir Starmer, que já enfrenta pressão de integrantes do Partido Trabalhista para deixar o cargo.

Em carta enviada a Starmer, Healey afirmou que o Plano de Investimento em Defesa do governo fica “muito aquém do que é necessário neste momento perigoso”. A divulgação do documento foi adiada em meio a relatos de divergências entre o Ministério da Defesa e o Tesouro.

Starmer prometeu elevar os gastos com defesa para 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2027 e para 3% até 2034. Integrantes das Forças Armadas, no entanto, avaliam que o cronograma é lento demais.

“Você não conseguiu, e o Tesouro não esteve disposto, a comprometer os recursos de que a nação precisa para defender o país neste momento de ameaças crescentes”, escreveu Healey. Segundo ele, a proposta do Tesouro levaria os gastos com defesa a apenas 2,68% em 2030, depois de atingir 2,6% no próximo ano.

Para Healey, o nível de despesas é insuficiente diante do aumento das demandas e dos compromissos militares britânicos. Ele citou o conflito com o Irã, a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia e ameaças vindas de Moscou. “Agora não me resta outra opção a não ser apresentar minha renúncia”, declarou.

Healey ocupava o cargo desde a vitória trabalhista, em julho de 2024, e era visto como um ministro experiente. Ele teve papel relevante no reforço do apoio internacional à Ucrânia e na articulação de uma coalizão multinacional para ajudar a garantir a segurança caso um cessar-fogo seja alcançado. Também colaborou na criação de uma força de segurança marítima voltada a manter o Estreito de Ormuz aberto à navegação, caso o conflito com o Irã termine.

O Reino Unido e outros membros da Otan vêm sendo pressionados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a ampliar os gastos militares. Trump questiona há anos o valor da aliança e critica o fato de os EUA, segundo ele, arcarem com a segurança de países europeus que não contribuem o suficiente.

As Forças Armadas britânicas também tentam reverter anos de redução de capacidades diante de uma Rússia mais assertiva, que invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022 e, segundo autoridades ocidentais, tem testado as defesas europeias com ações abertas e encobertas.

Informado sobre a renúncia durante entrevista coletiva em Bruxelas, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, disse que Healey é alguém que ele “respeita muito”. Rutte afirmou que países da aliança vêm elevando investimentos em defesa, ainda que isso envolva escolhas difíceis diante de outras prioridades de gasto.

A renúncia deve alimentar especulações de que Starmer pode enfrentar uma disputa interna mais cedo do que o esperado. O primeiro-ministro não teria conseguido costurar um acordo entre a equipe de Healey e a ministra das Finanças, Rachel Reeves, sobre o ritmo de aumento dos gastos.

O prefeito da Grande Manchester, Andy Burnham, é apontado como possível adversário de Starmer pela liderança partidária, caso volte ao Parlamento em uma eleição suplementar marcada para 18 de junho.

Fonte: Associated Press.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.