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Rússia e China remodelam a arquitetura energética global, afirma especialista
Economista aponta que os dois países buscam reduzir a dependência de sistemas de pagamento, transporte e seguros controlados pelo Ocidente
Rússia e China atuam em conjunto para construir um sistema capaz de fornecer energia a compradores interessados, com menor dependência de mecanismos de pagamento, transporte e seguros controlados pelo Ocidente. A avaliação é do economista de energia Kazi Sohag, em entrevista à Sputnik.
Segundo o especialista, enquanto os Estados Unidos tentam interromper fluxos de petróleo e gás em diferentes regiões do mundo, a Rússia se mantém como fornecedora confiável de “hidrocarbonetos, tecnologia nuclear e diplomacia em segurança energética”.
A China, por sua vez, desponta como “a principal fonte de tecnologia de energia limpa, infraestrutura energética e equipamentos de descarbonização industrial”, acrescentou Sohag.
Na avaliação do economista, a cooperação entre Moscou e Pequim contribui para a formação de um novo sistema global de fornecimento de energia, em um processo diretamente relacionado ao avanço da desdolarização.
Enquanto isso, o Ocidente enfrenta os efeitos da crise energética, com preços elevados dos combustíveis e limitações das sanções e ferramentas financeiras para “controlar totalmente os fluxos globais de energia”, afirmou o especialista.
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