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Funcionário do IML é preso suspeito de fazer Pix de R$ 7 mil com celular de morto

Atendente do IML de Santos é investigado por peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios; prisão preventiva foi mantida pela Justiça

Estadao Conteudo 10/06/2026
Funcionário do IML é preso suspeito de fazer Pix de R$ 7 mil com celular de morto
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Um funcionário do Instituto Médico Legal (IML) de Santos , no litoral de São Paulo, foi preso sob suspeita de ter feito uma transferência via Pix, no valor de R$ 7 mil, usando o celular de uma pessoa morta. A prisão preventiva, por tempo indeterminado, foi cumprida pela Corregedoria da Polícia Civil na manhã de segunda-feira, 8.

O atendente Daniel Nathan Ribeiro de Andrade, de 36 anos, é investigado por crimes de peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de fragmentos probatórios, segundo informou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). O Estadão tenta localizar a defesa do investigado.

O caso ocorreu em maio, após uma vítima, cujo celular teria sido violado, morrer em um acidente de moto. A família registrou boletim de ocorrência depois de perceber a falta de dinheiro.

De acordo com a SSP, o investigado teria danificado o celular da vítima após a realização de uma transferência bancária. O valor movimentado, de R$ 7 mil, é um pouco superior ao salário do atendente, que é de R$ 6,8 mil, conforme dados do Portal da Transparência.

Em nota, a Corregedoria da Polícia Civil afirmou que “não compactua com desvios de conduta” e que adotará as medidas administrativas e disciplinares cabíveis.

Procurado pelo Estadão, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou que o atendente passou por audiência de custódia ainda na segunda-feira e teve a prisão mantida, pois não foram constatadas irregularidades no procedimento. O órgão não divulgou detalhes, já que o caso tramita em sigilo.